{"id":4459,"date":"2023-02-16T18:55:14","date_gmt":"2023-02-16T18:55:14","guid":{"rendered":"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/sigmund-freud\/"},"modified":"2023-06-13T13:33:27","modified_gmt":"2023-06-13T13:33:27","slug":"sigmund-freud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/sigmund-freud\/","title":{"rendered":"Os 3 melhores t\u00edtulos de Sigmund Freud de todos"},"content":{"rendered":"\n<p>Quer saber qual o melhor livro de Sigmund Freud?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Oslivros.com<\/strong> apresenta a voc\u00ea uma sele\u00e7\u00e3o rigorosamente selecionada dos livros mais populares de Sigmund Freud, com base nas avalia\u00e7\u00f5es e satisfa\u00e7\u00e3o dos leitores. Aqui voc\u00ea encontrar\u00e1 a lista mais recente dos melhores e mais vendidos livros de todos os tempos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udfc6 Classifica\u00e7\u00e3o :<\/h2>\n\n\n\n<p><p >No products found.<\/p><br>Esta escolha se baseia sobre os livros de Sigmund Freud mais consumidos da Amazon no \u00faltimo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udcb2 Livros em promo\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n<p >No products found.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\udd47 O melhor <\/h2>\n\n\n\n<p>Considerando que existem diversos quesitos para a escolha do melhor livro de Sigmund Freud, segundo consideramos, nos parece o melhor livro de todos os tempos.<\/p>\n\n\n<p >No products found.<\/p>\n\n\n\n<p>Freud (1914-1916) &#8211; Obras completas volume 12: Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros textos \u00e9 uma oportunidade emocionante de mergulhar nas obras completas de Sigmund Freud. Neste volume espec\u00edfico, Freud aborda temas como narcisismo, metapsicologia e outros assuntos fundamentais relacionados \u00e0 psican\u00e1lise. Neste artigo, vamos explorar os principais aspectos deste livro e a relev\u00e2ncia de suas ideias at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udcda Aprofundamento sobre Sigmund Freud<\/h2>\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fun Facts about Sigmund Freud (Sam O&#039;Nella Academy reupload)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NeR8m1aGtnI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n\n\n<div class=\"page-generator-pro-wikipedia\">\n<p><b>Sigmund Freud<\/b> (nascido <b>Sigismund Schlomo Freud<\/b>; Freiberg in M\u00e4hren, 6 de maio de 1856 \u2013 Londres, 23 de setembro de 1939) foi um neurologista e psiquiatra austr\u00edaco. Freud foi o criador da psican\u00e1lise e a personalidade mais influente da hist\u00f3ria no campo da psicologia.<sup id=\"cite_ref-4\" class=\"reference\"><span>[<\/span>4<span>]<\/span><\/sup> A influ\u00eancia de Freud pode ser observada ainda em diversos outros campos get conhecimento e at\u00e9 mesmo na cultura popular, inclusive no uso cotidiano de palavras que se tornaram recorrentes, mas que surgiram a partir de suas teorias. Express\u00f5es como &#8220;neurose&#8221;, &#8220;repress\u00f5es&#8221;, &#8220;proje\u00e7\u00f5es&#8221; popularizaram-se a partir de seus escritos.<\/p>\n<p>Freud nasceu em uma fam\u00edlia judaica, na cidade de Freiberg in M\u00e4hren, na \u00e9poca pertencente ao Imp\u00e9rio Austr\u00edaco, atualmente, denominada P\u0159\u00edbor, na Rep\u00fablica Checa. Iniciou seus estudos pela utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica da hipnose no tratamento de pacientes diagnosticados, \u00e0 \u00e9poca, com histeria, como forma de acesso aos seus conte\u00fados mentais. Ao observar a melhora dos pacientes tratados pelo m\u00e9dico franc\u00eas Charcot por meio da hipnose, Freud elaborou a hip\u00f3tese de que a causa da histeria get older de ordem psicol\u00f3gica, e n\u00e3o org\u00e2nica. Tal hip\u00f3tese serviu de base para outros conceitos desenvolvidos por Freud, como o get inconsciente.<sup id=\"cite_ref-folha_7-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>7<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Freud tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por suas teorias accomplish complexo de \u00e9dipo e da repress\u00e3o psicol\u00f3gica e por criar a utiliza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da psican\u00e1lise como tratamento das psicopatologias, atrav\u00e9s da escuta accomplish paciente. Freud acreditava que o libido time a energia motivacional prim\u00e1ria da vida humana. Sua obra fez surgir uma nova compreens\u00e3o accomplish ser humano, como um animal dotado de raz\u00e3o imperfeita e influenciado por seus desejos e sentimentos. Segundo Freud, a contradi\u00e7\u00e3o entre esses impulsos e a vida em sociedade gera, no ser humano, certos tormentos ps\u00edquico. Ele tinha uma vis\u00e3o biopsicossocial realize ser humano. Fatos como a descri\u00e7\u00e3o de pacientes curados atrav\u00e9s do di\u00e1logo por Josef Breuer e a morte get colega Ernst von Fleischl-Marxow por overdose reach antidepressivo da \u00e9poca, a coca\u00edna, levaram-no ao abandono das t\u00e9cnicas de hipnose e a descartar o uso medicamentoso de drogas em detrimento a um novo m\u00e9todo: a cura pela fala, ou seja, a psican\u00e1lise. Para isso utilizou a interpreta\u00e7\u00e3o de sonhos e a livre associa\u00e7\u00e3o como vias de acesso ao inconsciente.<sup id=\"cite_ref-AH_9-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>9<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Suas teorias e seus tratamentos cl\u00ednicos foram controversos na Viena attain s\u00e9culo XIX, e continuam a ser muito debatidos at\u00e9 hoje. A despeito de sua grande influ\u00eancia, Freud sofreu cr\u00edticas de diversas natureza, sendo constante alvo de cr\u00edticas dos mais variados espectros pol\u00edticos, de diversas vertentes religiosas e de confronta\u00e7\u00f5es de cunho propriamente cient\u00edfico-epistemol\u00f3gico. Contudo, a psican\u00e1lise de Freud segue se desenvolvendo atrav\u00e9s de estudos e pr\u00e1ticas cl\u00ednicas na \u00e1rea, com a contribui\u00e7\u00e3o de te\u00f3ricos e cl\u00ednicos que o sucederam. Alguns de seus herdeiros intelectuais criaram suas pr\u00f3prias teorias, mas sempre com base nos pressupostos intr\u00ednsecos colocados por Freud, como a no\u00e7\u00e3o de inconsciente e transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Sigmund Freud (seu primeiro nome de nascimento era &#8220;Sigismund&#8221;, mas o mudou em 1878) era filho de pais judeus que moravam na cidade mor\u00e1via de Freiberg, no territ\u00f3rio attain Imp\u00e9rio Austr\u00edaco (atual P\u0159\u00edbor, na Rep\u00fablica Tcheca). Seus pais eram da Gal\u00edcia, uma prov\u00edncia hist\u00f3rica que fica entre a atual Ucr\u00e2nia Ocidental e o sudeste da Pol\u00f4nia. Seu pai, Jacob Freud (1815\u20131896), um comerciante de l\u00e3, teve dois filhos, Emanuel (1833\u20131914) e Philipp (1836\u20131911), de seu primeiro casamento. A fam\u00edlia de Jacob epoch de judeus hass\u00eddicos e, embora o pr\u00f3prio Jacob tenha se afastado da tradi\u00e7\u00e3o, ele ficou conhecido por seu estudo da Tor\u00e1. Ele e a m\u00e3e de Freud, Amalia Nathansohn, que period 20 anos mais jovem e sua terceira esposa, foram casados pelo rabino Isaac Noah Mannheimer em 29 de julho de 1855.<sup id=\"cite_ref-11\" class=\"reference\"><span>[<\/span>11<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de problemas financeiros, Jacob e Amalia mudaram-se para Leipzig em 1859 e em 1860 para Viena, onde se estabeleceram com os filhos Sigmund e Anna. Os meios-irm\u00e3os de Freud mudaram-se para Manchester. Em Viena, a fam\u00edlia Freud cresceu at\u00e9 1866, com o nascimento de Rosa, Marie, Adolfine, Pauline e Alexander. Embora tenha passado boa parte da vida em Viena, Freud revelou que nunca se adaptou \u00e0 cidade e que sempre sentia saudades de Freiberg. Enquanto crian\u00e7a e adolescente, Freud nutriu mais sentimentos amorosos pela m\u00e3e complete que pelo pai, que o considerava &#8220;fraco&#8221; e &#8220;covarde&#8221;. A percep\u00e7\u00e3o desses sentimentos tamb\u00e9m em seus pacientes, tanto homens quanto mulheres, serviu de base para a futura formula\u00e7\u00e3o realize complexo de \u00c9dipo.<\/p>\n<p>Os primeiros anos de Freud s\u00e3o pouco conhecidos, j\u00e1 que ele destruiu seus escritos pessoais em duas ocasi\u00f5es: a primeira em 1885 e novamente em 1894. Al\u00e9m disso, seus escritos posteriores foram protegidos cuidadosamente nos Arquivos de Sigmund Freud, aos quais s\u00f3 tinham acesso Ernest Jones (seu bi\u00f3grafo oficial) e uns poucos membros reach c\u00edrculo da psican\u00e1lise. O trabalho de Jeffrey Moussaieff Masson p\u00f4s alguma luz sobre a natureza pull off material oculto.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Freud ingressou na Universidade de Viena aos 17 anos. Ele planejava estudar direito, mas as doutrinas de Darwin e seu interesse por ci\u00eancias naturais o impulsionaram a cursar medicina, onde seus estudos inclu\u00edram filosofia com o professor Franz Brentano, fisiologia com o professor Ernst Br\u00fccke, e zoologia com o professor darwinista Carl Friedrich Claus. Em 1876, Freud passou quatro semanas na esta\u00e7\u00e3o zool\u00f3gica de Claus em Trieste, dissecando o sistema reprodutor masculino de aproximadamente quatrocentas enguias. Na \u00e9poca, pouco se sabia sobre a reprodu\u00e7\u00e3o de enguias, e a pesquisa de Freud objetivava verificar a afirma\u00e7\u00e3o do pesquisador polon\u00eas Simone de Syrski, a qual postulava a exist\u00eancia de g\u00f4nadas em enguias. No fim, Freud confirmou parcial e inconclusivamente a asser\u00e7\u00e3o de Syrski.<sup id=\"cite_ref-14\" class=\"reference\"><span>[<\/span>14<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Entre 1876 e 1882, Freud trabalhou no laborat\u00f3rio de fisiologia de Ernst Br\u00fccke, o qual se tornou um grande mentor intelectual para ele, de modo que seu quarto filho se chamou Ernst em sua homenagem. Com Br\u00fccke, Freud entra em contato com a linha fisicalista da fisiologia. O interesse de Br\u00fccke n\u00e3o grow old apenas descobrir as <i>estruturas<\/i> de \u00f3rg\u00e3os ou c\u00e9lulas particulares, mas sim, suas <i>fun\u00e7\u00f5es<\/i>. Dentre as atribui\u00e7\u00f5es de Freud, nesta \u00e9poca, estavam o estudo da anatomia e da histologia reach c\u00e9rebro humano. Durante os estudos, identificou v\u00e1rias semelhan\u00e7as entre a estrutura cerebral humana e a de r\u00e9pteis, o que o remete ao ent\u00e3o recente estudo de Charles Darwin sobre a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e \u00e0 discuss\u00e3o da &#8220;superioridade&#8221; dos seres humanos sobre outras esp\u00e9cies. No laborat\u00f3rio, Freud conheceu Ernst von Fleischl-Marxow e Josef Breuer, futuros amigos que tiveram impacto, respectivamente, no estudo da coca\u00edna e na forma\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica de Sigmund.<\/p>\n<p>Embora tenha se formado em 1881, Freud continuou com suas pesquisas no laborat\u00f3rio de Br\u00fccke. No ano seguinte, conheceu Martha Bernays numa visita que fez \u00e0 casa de sua irm\u00e3 e acabou se apaixonando. J\u00e1 em 17 de junho de 1882 Martha e Freud noivaram. Cinco anos mais nova, Martha get older oriunda de uma fam\u00edlia judaica ortodoxa, enquanto que Freud time um descrente que tentou separ\u00e1-la de suas cren\u00e7as religiosas. Freud tamb\u00e9m se mostrou austero quanto ao papel que Martha exerceria em sua casa depois de casados: embora pensasse que, em algum momento futuro, a lei concederia \u00e0s mulheres os direitos at\u00e9 ent\u00e3o negados, tamb\u00e9m acreditava, a exemplo de um burgu\u00eas de sua \u00e9poca, que a mulher deveria cumprir seu papel com as tarefas dom\u00e9stica e familiar.<\/p>\n<p>O baixo sal\u00e1rio e as poucas perspectivas de carreira na pesquisa cient\u00edfica fizeram-no abandonar o laborat\u00f3rio e a come\u00e7ar a trabalhar no Hospital Geral, o principal hospital de Viena, passando por v\u00e1rios departamentos como &#8220;cirurgia, medicina de doen\u00e7as internas, psiquiatria, dermatologia, doen\u00e7as nervosas e oftalmologia sucessivamente&#8221;. Come\u00e7ou no cargo de <i>Aspirant<\/i> (assistente cl\u00ednico) e alcan\u00e7ou o cargo de <i>Privatdozent<\/i> (conferencista) em julho de 1884, um cargo que oferecia prest\u00edgio mas n\u00e3o sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 1885, Freud solicitou uma bolsa de viagem e licen\u00e7a complete hospital por seis meses. Viajou para a Fran\u00e7a, onde trabalhou com Jean-Martin Charcot, um respeit\u00e1vel psiquiatra do hospital psiqui\u00e1trico Saltp\u00eatri\u00e8re que estudava a histeria. Charcot curava paralisias hist\u00e9ricas atrav\u00e9s da hipnose, o que impressionou Freud e contribuiu ainda mais para Charcot se tornar um modelo para o m\u00e9dico vienense. Freud aperfei\u00e7oou suas t\u00e9cnicas em hipnose em 1889 ao visitar uma escola enemy de Charcot, localizada em Nancy, que afirmava ser poss\u00edvel realizar a hipnose em qualquer pessoa, independente de ser hist\u00e9rica ou n\u00e3o. Assim como fez com Br\u00fccke, Freud rendeu algumas homenagens a Charcot ao nomear um de seus filhos de Jean-Martin, al\u00e9m de traduzir para o alem\u00e3o suas confer\u00eancias.<\/p>\n<p>De volta ao Hospital Geral e entusiasmado pelos estudos de Charcot, Freud passa a atender, na maior parte, jovens senhoras judias que sofriam de um conjunto de sintomas aparentemente neurol\u00f3gicos que compreendiam paralisia, cegueira parcial, alucina\u00e7\u00f5es, perda de controle motor e que n\u00e3o podiam ser diagnosticados com exames. O tratamento mais eficaz para tal doen\u00e7a inclu\u00eda, na \u00e9poca, massagem, terapia de repouso e hipnose.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 14 de setembro de 1886, em Hamburgo, Freud casou-se com Martha Bernays com a ajuda financeira de alguns amigos mais abastados, dentre eles Josef Breuer, um colega mais velho da faculdade de medicina.<\/p>\n<p>Foi com as discuss\u00f5es de casos cl\u00ednicos com Breuer que surgiram as ideias que culminaram com a publica\u00e7\u00e3o dos primeiros artigos sobre a psican\u00e1lise. O primeiro caso cl\u00ednico relatado deve-se a Breuer e descreve o tratamento dado a uma paciente (Bertha Pappenheim, chamada de &#8220;Anna O.&#8221; no livro), que demonstrava v\u00e1rios sintomas cl\u00e1ssicos de histeria. O m\u00e9todo de tratamento consistia na chamada &#8220;cura pela fala&#8221; ou &#8220;cura cat\u00e1rtica&#8221;, na qual o ou a paciente discute sobre as suas associa\u00e7\u00f5es com cada sintoma e, com isso, os faz desaparecer. Esta t\u00e9cnica tornou-se o centro das t\u00e9cnicas de Freud, que tamb\u00e9m acreditava que as mem\u00f3rias ocultas ou &#8220;reprimidas&#8221; nas quais baseavam-se os sintomas de histeria eram sempre de natureza sexual. Breuer n\u00e3o concordava com Freud neste \u00faltimo ponto, o que levou \u00e0 separa\u00e7\u00e3o entre eles logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o dos casos cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>Na verdade, inicialmente, a classe m\u00e9dica em geral acaba por marginalizar as ideias de Freud; seu \u00fanico confidente durante esta \u00e9poca \u00e9 o m\u00e9dico Wilhelm Fliess. Depois que o pai de Freud falece, em outubro de 1896, segundo as cartas recebidas por Fliess, Freud, naquele per\u00edodo, dedica-se a anotar e analisar seus pr\u00f3prios sonhos, remetendo-os \u00e0 sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia e, no processo, determinando as ra\u00edzes de suas pr\u00f3prias neuroses. Tais anota\u00e7\u00f5es tornam-se a fonte para a obra <i>A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos<\/i>. Durante o curso desta autoan\u00e1lise, Freud chega \u00e0 conclus\u00e3o de que seus pr\u00f3prios problemas eram devidos a uma atra\u00e7\u00e3o por sua m\u00e3e e a uma hostilidade em rela\u00e7\u00e3o a seu pai. \u00c9 o famoso &#8220;complexo de \u00c9dipo&#8221;, que se torna o cora\u00e7\u00e3o da teoria de Freud sobre a origem da neurose em todos os seus pacientes.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Nos primeiros anos complete s\u00e9culo XX, s\u00e3o publicadas suas obras <i>A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos<\/i> e <i>A psicopatologia da vida cotidiana<\/i>. Nesta \u00e9poca, Freud j\u00e1 n\u00e3o mantinha mais contato nem com Josef Breuer, nem com Wilhelm Fliess. No in\u00edcio, as tiragens das obras n\u00e3o animavam Freud, mas logo m\u00e9dicos de v\u00e1rios lugares \u2014 Eugen Bleuler, Carl Jung, Karl Abraham, Ernest Jones, Sandor Ferenczi \u2014 mostram respaldo \u00e0s suas ideias e passam a compor o Movimento Psicanal\u00edtico. O p\u00fablico geral passou tamb\u00e9m a se interessar na pr\u00e1tica da an\u00e1lise psicol\u00f3gica, principalmente entre c\u00edrculos de educadores e at\u00e9 mesmo te\u00f3logos, o que foi amplamente divulgado, dentre outros, pelo cl\u00e9rigo protestante e colaborador freudiano Oskar Pfister, contribuindo para o avan\u00e7o da an\u00e1lise leiga, defendida por Freud.<sup id=\"cite_ref-:1_21-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>21<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Por sua vida inteira, Freud teve uma posi\u00e7\u00e3o financeira modesta. Josef Breuer foi, no in\u00edcio, um aliado de Freud em suas ideias e tamb\u00e9m um aliado financeiro.<\/p>\n<p>Freud criou o termo &#8220;psican\u00e1lise&#8221; para designar um m\u00e9todo para investigar os processos inconscientes e de outro modo inacess\u00edveis pull off psiquismo.<\/p>\n<p>Nos tempos realize nazismo, Freud perdeu quatro das cinco irm\u00e3s nos campos de concentra\u00e7\u00e3o: Regine (Rosa) em Auschwitz, Mitzi (Marie) em Theresienstadt, Dolfi (Esther Adolfine) e Paula (Pauline) em Treblinka. Embora Maria Bonaparte tenha tentado tir\u00e1-las attain pa\u00eds, elas foram impedidas de sair de Viena pelas autoridades nazistas.<\/p>\n<p>Morou em Viena at\u00e9 1938, quando, ap\u00f3s a anexa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria \u00e0 Alemanha nazista, em raz\u00e3o de sua etnia judaica, refugiou-se na Inglaterra, onde j\u00e1 se encontrava parte de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Freud e Martha tiveram seis filhos: Mathilde, nascida em 1887, Jean-Martin, nascido em 1889, Olivier, nascido em 1891, Ernst, nascido em 1892, Sophie, nascida em 1893 (e que veio a falecer em 1920)<sup id=\"cite_ref-26\" class=\"reference\"><span>[<\/span>26<span>]<\/span><\/sup> e Anna, nascida em 1895. Um deles, Martin Freud, escreveu uma mem\u00f3ria intitulada <i>Freud: Homem e Pai<\/i>, na qual descreve o pai como um homem que trabalhava extremamente, por longas horas, mas que adorava ficar com suas crian\u00e7as durante as f\u00e9rias de ver\u00e3o. Anna Freud, filha de Freud, foi tamb\u00e9m uma psicanalista destacada, particularmente no campo do tratamento de crian\u00e7as e accomplish desenvolvimento psicol\u00f3gico. Sigmund Freud foi av\u00f4 do pintor Lucian Freud e attain ator e escritor Clement Freud, e bisav\u00f4 da jornalista Emma Freud, da desenhista de moda Bella Freud e get rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Matthew Freud.<\/p>\n<p>Freud morreu de cancro no palato aos 83 anos de idade (passou por trinta e tr\u00eas cirurgias). Sup\u00f5e-se que tenha morrido de uma dose excessiva de morfina. Freud sentia muita dor e, segundo a hist\u00f3ria contada, ele teria dito ao m\u00e9dico que lhe aplicasse uma dose excessiva de morfina para terminar com o sofrimento, o que seria eutan\u00e1sia. Encontra-se sepultado no cremat\u00f3rio de Golders Green, no bairro de Golders Green, em Londres, na Inglaterra.<\/p>\n<p>O objetivo da terapia freudiana ou psican\u00e1lise \u00e9, relacionando conceitos cartesianos da mente e conceitos da hidr\u00e1ulica, mover (mediante a associa\u00e7\u00e3o livre e a interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos) os pensamentos e sentimentos reprimidos (explicados como uma forma de energia) atrav\u00e9s get consciente para permitir, ao sujeito, a catarse que provocaria a cura autom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em suas teorias, Freud afirma que os pensamentos humanos s\u00e3o desenvolvidos por processos diferenciados, relacionando tal ideia \u00e0 de que o nosso c\u00e9rebro trabalha essencialmente no campo da sem\u00e2ntica, isto \u00e9, a mente desenvolve os pensamentos num sistema intrincado de linguagem baseada em imagens, as quais s\u00e3o meras representa\u00e7\u00f5es de significados latentes. Em diversas obras, como &#8220;A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos&#8221;, &#8220;A Psicopatologia da Vida Cotidiana&#8221; e &#8220;Os Chistes e suas Rela\u00e7\u00f5es com o Inconsciente&#8221;, Freud n\u00e3o s\u00f3 desenvolve sua teoria sobre o inconsciente da mente humana, como articula o conte\u00fado attain inconsciente ao ato da fala, especialmente aos atos falhos. Para Freud, a consci\u00eancia humana subdivide-se em tr\u00eas n\u00edveis: consciente, pr\u00e9-consciente e inconsciente. O primeiro cont\u00e9m o material percept\u00edvel; o segundo, o material latente, mas pass\u00edvel de emergir \u00e0 consci\u00eancia com certa facilidade; e o terceiro cont\u00e9m o material de dif\u00edcil acesso, isto \u00e9, o conte\u00fado mais profundo da mente, que est\u00e1 ligado aos instintos primitivos get homem.<span style=\"color:gray\"><sup>[<\/sup><\/span><\/p>\n<p>Os n\u00edveis de consci\u00eancia est\u00e3o distribu\u00eddos entre as tr\u00eas entidades que formam a mente humana, ou seja, o Id, o Ego e o Superego.<\/p>\n<p>Segundo Freud, o conte\u00fado reach inconsciente \u00e9, muitas vezes, reprimido pelo Ego. Para driblar a repress\u00e3o, as ideias inconscientes apelam aos mecanismos definidos por Freud em sua obra &#8220;A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos&#8221;, como deslocamento e condensa\u00e7\u00e3o. Estes dois, mais tarde, seriam relacionados por Jacobson \u00e0 meton\u00edmia e met\u00e1fora, respectivamente.<\/p>\n<p>Portanto, as representa\u00e7\u00f5es de ideias inconscientes manifestam-se nos sonhos como s\u00edmbolos imag\u00e9ticos, tanto metaf\u00f3ricos quanto meton\u00edmicos. Aplicando o conceito \u00e0 fala, o inconsciente consegue expelir ideias recalcadas atrav\u00e9s dos chistes ou atos falhos. Freud prop\u00f5e que as piadas ou as &#8220;trocas de palavras por acidente&#8221; nem sempre s\u00e3o in\u00f3cuas. Antes, s\u00e3o mecanismos da fala que articulam ideias aparentes com ideias reprimidas, s\u00e3o meios pelos quais \u00e9 poss\u00edvel exprimir os instintos primitivos.<\/p>\n<p>Deste modo, Freud cria uma inter-rela\u00e7\u00e3o entre os campos da lingu\u00edstica e da psican\u00e1lise, que ser\u00e1 retomada por estudiosos posteriores, como Jacques-Marie \u00c9mile Lacan.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno representacional ps\u00edquico est\u00e1 relacionado ao sistema nervoso humano. As representa\u00e7\u00f5es, segundo Freud, s\u00e3o anal\u00f3gicas e imag\u00e9ticas. Estas se inter-relacionam atrav\u00e9s de redes associativas. As redes associativas das representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o provenientes get processo fisiol\u00f3gico cerebral, que se baseia em uma rede de neur\u00f4nios. Esse processo ocorre atrav\u00e9s de um mecanismo reflexo: a informa\u00e7\u00e3o parte por uma rede associativa de neur\u00f4nios at\u00e9 chegar \u00e0 regi\u00e3o motora e sensorial. Ela provoca ent\u00e3o, modifica\u00e7\u00f5es nas c\u00e9lulas centrais, causando a forma\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Enquanto elementos, as representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o originadas da percep\u00e7\u00e3o sensorial reach indiv\u00edduo. S\u00e3o unidades mentais tanto de objetos, como de situa\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es, rela\u00e7\u00f5es.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o de objeto, tamb\u00e9m chamada de representa\u00e7\u00e3o da &#8220;coisa&#8221;, \u00e9 &#8220;um complexo de associa\u00e7\u00f5es, formado por uma grande variedade de apresenta\u00e7\u00f5es visuais, ac\u00fasticas, t\u00e1teis, cinest\u00e9sicas e outras&#8221;, de acordo com Freud.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>As emo\u00e7\u00f5es, por exemplo, s\u00e3o processos de descarga de energia, que s\u00e3o percebidos como os sentimentos. S\u00e3o as chamadas representa\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas, que n\u00e3o formam imagens ps\u00edquicas, e sim tra\u00e7os mn\u00e9sicos de sensa\u00e7\u00f5es.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>\u00c9 preciso destacar que as rela\u00e7\u00f5es entre as representa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o a demonstra\u00e7\u00e3o e a manifesta\u00e7\u00e3o dos sentimentos, dos afetos, das emo\u00e7\u00f5es. A rela\u00e7\u00e3o entre os tipos de representa\u00e7\u00e3o formam as ideias, ou seja, as rela\u00e7\u00f5es associativas contidas nas representa\u00e7\u00f5es de objeto (captadas pelos processos perceptivos) formam os complexos de sensa\u00e7\u00f5es associados, dando origem a uma representa\u00e7\u00e3o completa. Portanto, um \u00fanico objeto representado na mente \u00e9 constitu\u00eddo por seus v\u00e1rios aspectos sensoriais da realidade externa: cor, gosto, textura, cheiro e coisas reach g\u00eanero.<\/p>\n<p>Segundo Freud, o processo de pensamento \u00e9 a ativa\u00e7\u00e3o ou inibi\u00e7\u00e3o dos complexos de sensa\u00e7\u00f5es associadas que tornam, poss\u00edvel, o fen\u00f4meno representacional ps\u00edquico, o que se d\u00e1 atrav\u00e9s da energia que flui no sistema nervoso pelos sistemas de neur\u00f4nios. Podemos distinguir, neste processamento, um n\u00edvel prim\u00e1rio e um secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>Associado ao inconsciente, o processamento prim\u00e1rio complete pensamento \u00e9 aquele que dirige a\u00e7\u00f5es imediatas ou reflexas, sendo associado, assim, ao prazer, ao emocional attain indiv\u00edduo e ao fen\u00f4meno de arco reflexo. Nele, a energia presente no aparelho mental flui livremente pelas representa\u00e7\u00f5es, do polo get est\u00edmulo ao da resposta.<\/p>\n<p>O processo de pensamento secund\u00e1rio, por outro lado, est\u00e1 associado ao pr\u00e9-consciente, tamb\u00e9m chamado de &#8220;a\u00e7\u00e3o interiorizada&#8221; ou, ainda, de &#8220;processo racional reach pensamento&#8221;. Nele, o escoamento de energia mental fica retido, s\u00f3 acontecendo ap\u00f3s uma s\u00e9rie de associa\u00e7\u00f5es, as quais se refletem no aparelho ps\u00edquico. As a\u00e7\u00f5es decorrentes dessa forma de processamento devem ser tomadas com base no mundo externo, no contexto em que a pessoa se encontra e em seus objetivos. Assim, ao contr\u00e1rio da energia attain processo prim\u00e1rio, que \u00e9 livre, a energia complete secund\u00e1rio \u00e9 condicional, ou seja, est\u00e1 sujeita a quaisquer a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Freud procurou uma explica\u00e7\u00e3o \u00e0 forma de operar complete inconsciente, propondo uma estrutura particular. No primeiro t\u00f3pico, recorre \u00e0 imagem do <i>iceberg<\/i> em que o consciente corresponde \u00e0 parte clara, e o inconsciente corresponde \u00e0 parte n\u00e3o vis\u00edvel, ou seja, \u00e0 parte submersa do <i>iceberg<\/i>. De sua teoria, ele estava preocupado em estudar o que levava \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos sintomas psicossom\u00e1ticos (principalmente a histeria, por isso apenas os conceitos de inconsciente, pr\u00e9-consciente e consciente eram suficientes). Quando sua preocupa\u00e7\u00e3o se virou para a forma como se dava o processo da repress\u00e3o, passou a adotar os conceitos de id, ego e superego.<\/p>\n<p>Freud estava especialmente interessado na din\u00e2mica destas tr\u00eas partes da mente. Argumentou que essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 influenciada por fatores ou energias inatas, que chamou de puls\u00f5es. Descreveu duas puls\u00f5es antag\u00f3nicas: Eros, uma puls\u00e3o sexual com tend\u00eancia \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da vida, e T\u00e2nato, a puls\u00e3o da morte, que levaria \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o de tudo o que \u00e9 vivo, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. Ambas as puls\u00f5es n\u00e3o agem de forma isolada, est\u00e3o sempre trabalhando em conjunto. Como no exemplo de se alimentar, embora haja puls\u00e3o de vida presente, afinal a finalidade de se alimentar \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o da vida, existe tamb\u00e9m a puls\u00e3o de morte presente, pois \u00e9 necess\u00e1rio que se destrua o alimento antes de ingeri-lo, e a\u00ed est\u00e1 presente um elemento agressivo, de segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de suas &#8220;t\u00f3picas&#8221;, em seu sistema de metapsicologia, Freud constantemente reelaborar\u00e1 esses conceitos ao longo de suas obras e especula sobre outros novos, a exemplo accomplish princ\u00edpio de Nirvana.<\/p>\n<p>As percep\u00e7\u00f5es de um acontecimento, do mundo externo ou interno, pode ser algo muito constrangedor, doloroso, desorganizador, para evitar esse desprazer, a pessoa &#8220;deforma&#8221; ou suprime a realidade \u2013 deixa de registrar percep\u00e7\u00f5es externas, afasta determinados conte\u00fados, ps\u00edquicos, interfere no pensamento. S\u00e3o v\u00e1rios mecanismos que o indiv\u00edduo pode realizar essa deforma\u00e7\u00e3o da realidade, chamados mecanismos de defesa, s\u00e3o eles:<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>O conceito de libido desempenha um papel central na psican\u00e1lise. Nos primeiros trabalhos de Freud, a libido \u00e9 definida como o impulso vital de autopreserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, e compreende tanto a energia sexual no sentido estrito, quanto o fen\u00f4meno da puls\u00e3o attain desejo e reach prazer. Mais tarde, ele adota uma vis\u00e3o mais geralista de que o impulso de autopreserva\u00e7\u00e3o tem origem libidinosa, confrontando a libido com a puls\u00e3o de morte.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Freud tamb\u00e9m acreditava que a libido amadurecia nos indiv\u00edduos por meio da troca de seu objeto (ou objetivo). Argumentava que os humanos nascem &#8220;polimorficamente perversos&#8221;, no sentido de que uma grande variedade de objetos possam ser uma fonte de prazer, sem ter a pretens\u00e3o de se chegar \u00e0 finalidade \u00faltima, ou seja, o ato sexual. O desenvolvimento psicossexual ocorreria em etapas, de acordo com a \u00e1rea na qual a libido est\u00e1 mais concentrada: a etapa oral (exemplificada pelo prazer dos beb\u00eas ao chupar a chupeta, que n\u00e3o tem nenhuma fun\u00e7\u00e3o vital, mas apenas a de proporcionar prazer); a etapa anal (exemplificada pelo prazer das crian\u00e7as ao controlar sua defeca\u00e7\u00e3o); e logo a etapa f\u00e1lica (que \u00e9 demonstrada pela manipula\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os genitais).<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, percebe-se que a libido \u00e9 voltada para o pr\u00f3prio ego, ou seja, a crian\u00e7a sente prazer consigo mesma. O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor realize sexo oposto, esta fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores (se chama complexo de \u00c9dipo). A crian\u00e7a percebe, ent\u00e3o, que, entre ela e a m\u00e3e (no caso de um menino), existe o pai, impedindo a comunh\u00e3o por ele desejada. A crian\u00e7a passa ent\u00e3o a amar a m\u00e3e e a experienciar um sentimento antag\u00f4nico de amor e \u00f3dio com rela\u00e7\u00e3o ao pai. Ela percebe, ent\u00e3o, que tanto o amor vivido com a m\u00e3e como o \u00f3dio vivido com o pai s\u00e3o proibidos e o complexo de \u00c9dipo \u00e9, ent\u00e3o, finalizado com o surgimento pull off superego, com a desist\u00eancia da crian\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e e com a identifica\u00e7\u00e3o attain menino com o pai.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Outro elemento importante da psican\u00e1lise \u00e9 a pouca interven\u00e7\u00e3o do psicanalista, para que o paciente possa projetar seus pensamentos e sentimentos no psicanalista. Atrav\u00e9s deste processo, chamado de transfer\u00eancia, o paciente pode reconstruir e resolver conflitos reprimidos (causadores de sua doen\u00e7a), especialmente conflitos da inf\u00e2ncia com seus pais.<\/p>\n<p>\u00c9 menos conhecido o interesse de Freud pela neurologia. No in\u00edcio de sua carreira, investigou a paralisia cerebral. Publicou numerosos artigos m\u00e9dicos neste campo. Tamb\u00e9m mostrou que a doen\u00e7a existia muito antes de outros pesquisadores de seu tempo terem not\u00edcia dela e de a estudarem. Tamb\u00e9m sugeriu que times errado que esta doen\u00e7a, segundo descrito por William Little (cirurgi\u00e3o ortop\u00e9dico brit\u00e2nico), tivesse, como causa, uma falta de oxig\u00eanio durante o nascimento. Ao inv\u00e9s disso, Freud afirmou que as complica\u00e7\u00f5es no parto eram somente um sintoma realize problema. Somente na d\u00e9cada de 1980, suas especula\u00e7\u00f5es foram confirmadas por pesquisadores modernos.<span style=\"color:gray\"><\/span><sup><span title=\"Esta afirma\u00e7\u00e3o precisa de uma refer\u00eancia para confirm\u00e1-la desde setembro de 2020.\" style=\"color:gray\"><i>carece&nbsp;de fontes<\/i><\/span><span class=\"printfooter\">?<\/span><span style=\"color:gray\">]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas o modelo estrutural de Freud tem sido validado pelas pesquisas que buscam correlacionar a neuroci\u00eancia e a psican\u00e1lise. Os dados que verificam as descri\u00e7\u00f5es de Freud da segunda t\u00f3pica confirmam seu lugar na neurofisiologia hoje e permanecem abertos \u00e0 discuss\u00e3o para melhor compreens\u00e3o da mente humana.<\/p>\n<p>Freud foi inovador. Simultaneamente, desenvolveu uma teoria da mente e da conduta humana, e uma t\u00e9cnica terap\u00eautica para ajudar pessoas afetadas psiquicamente. Alguns de seus seguidores afirmam estar influenciados por um, mas n\u00e3o pelo outro campo.<\/p>\n<p>Provavelmente a contribui\u00e7\u00e3o mais significativa que Freud fez ao pensamento moderno \u00e9 a de tentar dar, ao conceito de inconsciente, um <i>status<\/i> cient\u00edfico (n\u00e3o compartilhado por v\u00e1rias \u00e1reas da ci\u00eancia e da psicologia). Seus conceitos de inconsciente, desejos inconscientes e repress\u00e3o foram revolucion\u00e1rios; prop\u00f5em uma mente dividida em camadas ou n\u00edveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que est\u00e3o escondidas sob a consci\u00eancia e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.<\/p>\n<p>Em sua obra mais conhecida, <i>A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos<\/i>, Freud explica o argumento para postular o novo modelo accomplish inconsciente e desenvolve um m\u00e9todo para conseguir o acesso ao mesmo, tomando elementos de suas experi\u00eancias pr\u00e9vias com as t\u00e9cnicas de hipnose.<\/p>\n<p>Como parte de sua teoria, Freud postula tamb\u00e9m a exist\u00eancia de um pr\u00e9-consciente, que descreve como a camada entre o consciente e o inconsciente (o termo subconsciente \u00e9 utilizado popularmente, mas n\u00e3o \u00e9 parte da terminologia psicanal\u00edtica). A repress\u00e3o em si tem grande import\u00e2ncia no conhecimento pull off inconsciente. De acordo com Freud, as pessoas experimentam repetidamente pensamentos e sentimentos que s\u00e3o t\u00e3o dolorosos que n\u00e3o podem suport\u00e1-los. Tais pensamentos e sentimentos (assim como as recorda\u00e7\u00f5es associadas a eles) n\u00e3o podem ser expulsos da mente, mas, em troca, s\u00e3o expulsos do consciente, para formar parte realize inconsciente.<\/p>\n<p>Embora, ao longo de sua carreira, Freud tenha tentado encontrar padr\u00f5es de repress\u00e3o entre seus pacientes que derivassem em um modelo geral para a mente, ele observou que pacientes diferentes reprimiam fatos diferentes. Observou, ainda, que o processo da repress\u00e3o \u00e9, em si mesmo, um ato n\u00e3o consciente (isto \u00e9, n\u00e3o ocorreria atrav\u00e9s da inten\u00e7\u00e3o dos pensamentos ou sentimentos conscientes). Em outras palavras, o inconsciente get older tanto causa como efeito da repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Freud gradualmente desiste de fazer da homossexualidade uma disposi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica ou um resultado cultural, mas sim a assimila a uma escolha ps\u00edquica inconsciente. Em 1905, em <i>Tr\u00eas Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade<\/i>, ele falou de &#8220;invers\u00e3o&#8221;, Mas, em 1910, em <i>Uma Recorda\u00e7\u00e3o de Inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci<\/i>, ele renuncia a este termo para escolher o de &#8220;homossexualidade&#8221;. Em uma carta de 1919 escrita para a m\u00e3e de um jovem paciente, Freud explica: &#8220;a homossexualidade n\u00e3o \u00e9 uma vantagem, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 motivo para se envergonhar, n\u00e3o \u00e9 um v\u00edcio nem uma degrada\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser classificada como doen\u00e7a.&#8221;<sup id=\"cite_ref-:02_34-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>34<span>]<\/span><\/sup> Contudo, em toda a obra de Freud, existem v\u00e1rias teorias e questionamentos sobre o surgimento da homossexualidade no sujeito: a homossexualidade adulta \u00e9 apresentada ora como imatura pelo bloqueio da libido na fase anal, ora como um retraimento narc\u00edsico ou mesmo como uma identifica\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e. Freud de fato afirmou certa vez que a homossexualidade resulta de uma &#8220;interrup\u00e7\u00e3o realize desenvolvimento sexual&#8221;. Ent\u00e3o ele por fim conclui que a homossexualidade \u00e9 uma escolha de objeto inconsciente.<\/p>\n<p>Segundo Freud, a homossexualidade n\u00e3o \u00e9 objeto de tratamento anal\u00edtico. S\u00f3 a culpabilidade que a acompanha pode dar origem a uma neurose. Finalmente, em uma nota de 1915 para os <i>Tr\u00eas Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade<\/i>, ele explica igualmente que &#8220;a pesquisa psicanal\u00edtica se op\u00f5e fortemente \u00e0 tentativa de separar os homossexuais de outros seres humanos como um grupo particularizado. [\u2026] Ela aprende que todos os seres humanos s\u00e3o capazes de uma escolha de objeto homossexual e que efetivamente fizeram essa escolha no inconsciente&#8221;<sup id=\"cite_ref-36\" class=\"reference\"><span>[<\/span>36<span>]<\/span><\/sup> &#8220;Nem Sigmund Freud, nem seus disc\u00edpulos, nem seus herdeiros fizeram da homossexualidade um conceito ou no\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da psican\u00e1lise&#8221;, conclui \u00c9lisabeth Roudinesco,<sup id=\"cite_ref-38\" class=\"reference\"><span>[<\/span>38<span>]<\/span><\/sup> ainda que essa quest\u00e3o tenha dividido os psicanalistas. No entanto, uma distin\u00e7\u00e3o deve ser feita entre a homossexualidade ps\u00edquica em todos os seres humanos e a homossexualidade ativa. Segundo o cr\u00edtico Didier Eribon, os psicanalistas compartilham um &#8220;inconsciente homof\u00f3bico&#8221;,<sup id=\"cite_ref-40\" class=\"reference\"><span>[<\/span>40<span>]<\/span><\/sup> enquanto que para Daniel Borrillo, Freud e alguns psicanalistas (como Jacques Lacan) fariam o trabalho da homofobia classificando a homossexualidade entre as &#8220;invers\u00f5es&#8221;.<sup id=\"cite_ref-43\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 1<span>]<\/span><\/sup> No entanto, n\u00e3o se deve negligenciar que Freud est\u00e1 fora dessa classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Freud, cultura (<i><span lang=\"de\">Kultur<\/span><\/i>) designa o conjunto de institui\u00e7\u00f5es que distanciam o indiv\u00edduo complete estado animal. A natureza, portanto, corresponde \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, instintos, impulsos e necessidades. O ser humano est\u00e1 constantemente lutando contra sua natureza instintiva e seus impulsos, que ele tenta conter para viver em sociedade, caso contr\u00e1rio, o ego\u00edsmo universal traria o caos. No entanto, Freud opera uma confus\u00e3o constante em seus escritos entre civiliza\u00e7\u00e3o de um lado e cultura de outro.<sup id=\"cite_ref-:03_44-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>43<span>]<\/span><\/sup> Quanto mais alto o n\u00edvel da sociedade, maiores s\u00e3o os sacrif\u00edcios de seus indiv\u00edduos. Ao impor acima de tudo a frustra\u00e7\u00e3o sexual, a civiliza\u00e7\u00e3o tem um efeito direto na g\u00eanese das neuroses individuais. O texto de 1929, <i>O Mal-Estar na Civiliza\u00e7\u00e3o<\/i> apoia a tese de que a cultura \u00e9 a principal causa de neurose e disfun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica. Pelas regras claras que lhe imp\u00f5e, a cultura protege o indiv\u00edduo, mesmo que requeira ren\u00fancias instintivas consequentes. Essas restri\u00e7\u00f5es podem explicar por que existe uma raiva e rejei\u00e7\u00e3o\u2015muitas vezes inconscientes\u2015em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura. Em troca, a cultura oferece uma compensa\u00e7\u00e3o pelas restri\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios que imp\u00f5e, por meio accomplish consumo, do entretenimento, do patriotismo ou da religi\u00e3o.<sup id=\"cite_ref-:03_44-2\" class=\"reference\"><span>[<\/span>43<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>No ensaio &#8220;Uma dificuldade da psican\u00e1lise&#8221; publicado em 1917, e em suas palestras introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise, escritas durante a Primeira Guerra Mundial, Freud explica que a humanidade, ao longo de sua hist\u00f3ria, j\u00e1 sofreu &#8220;dois grandes aborrecimentos infligidos pela ci\u00eancia ao seu amor pr\u00f3prio&#8221;. A primeira, explica ele, data get momento em que Nicolau Cop\u00e9rnico estabeleceu que &#8220;nossa Terra n\u00e3o \u00e9 o centro reach universo, mas uma parcela \u00ednfima de um sistema de mundo dificilmente represent\u00e1vel em sua imensid\u00e3o.&#8221; A segunda, segundo ele, ocorre quando a biologia moderna\u2015 e Darwin primeiro lugar\u2015&#8221;devolve o homem aos seus descendentes complete reino animal e ao car\u00e1ter indel\u00e9vel de sua natureza bestial&#8221;. Ele adiciona: &#8220;O terceiro aborrecimento, e o mais amargo, a megalomania humana deve suportar a pesquisa psicol\u00f3gica de hoje, que quer provar ao ego que ele nem mesmo \u00e9 dono de sua pr\u00f3pria casa, mas que est\u00e1 reduzido a informa\u00e7\u00f5es parcimoniosas sobre o que est\u00e1 atuando inconscientemente em sua vida ps\u00edquica&#8221;.<sup id=\"cite_ref-47\" class=\"reference\"><span>[<\/span>46<span>]<\/span><\/sup> Segundo Freud, \u00e9 a &#8220;ren\u00fancia progressiva das puls\u00f5es constitucionais&#8221; que permite ao homem evoluir culturalmente.<\/p>\n<p>Apoiando-se nas teses de Charles Darwin, em 1912, em <i>Totem e Tabu<\/i>, Freud explica que a origem da humanidade est\u00e1 baseada na fantasia de uma &#8220;horda primeva&#8221; na qual o assassinato primitivo realize pai ocorre como o ato fundador da sociedade. Os homens viviam em hordas greg\u00e1rias, sob o dom\u00ednio de um homem todo-poderoso, que se apropriava das mulheres do grupo e exclu\u00eda os demais homens. Estes \u00faltimos ent\u00e3o cometem o assassinato de &#8220;Pai primevo&#8221;, parric\u00eddio que explica o tabu attain incesto como elemento constitutivo das sociedades. Em <i>O Mal-Estar na Civiliza\u00e7\u00e3o<\/i>, Freud divide a evolu\u00e7\u00e3o da humanidade em tr\u00eas fases: uma fase animista caracterizada por um narcisismo prim\u00e1rio e totemismo primeiro, depois uma fase religiosa marcada pela neurose coletiva e finalmente uma fase cient\u00edfica em que predomina a sublima\u00e7\u00e3o. Esta concep\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a filogen\u00e9tica foi criticada por antrop\u00f3logos e historiadores<sup id=\"cite_ref-50\" class=\"reference\"><span>[<\/span>49<span>]<\/span><\/sup> e invalidada pela biologia. Segundo Plon e Roudinesco, para Freud \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de &#8220;hip\u00f3teses que ele considera bem como de &#8216;fantasias'&#8221;<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEPlonRoudinesco2011_52-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>51<span>]<\/span><\/sup> Florian Houssier indica que &#8220;seja qual for o grau de validade que algu\u00e9m confere a ela (fantasia ou cren\u00e7a), n\u00f3s a consideramos  como um n\u00facleo de hip\u00f3teses tanto mais decisivo quanto Freud a aproxima e incessantemente a vincula \u00e0 ontog\u00eanese e a suas potenciais confirma\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. [&#8230;] as preocupa\u00e7\u00f5es de Freud, em encontrar na filog\u00eanese o ponto de partida para a escolha da neurose e em confirmar por uma hist\u00f3ria de origens a hip\u00f3tese pull off complexo de \u00c9dipo constituem de fato um eixo te\u00f3rico-cl\u00ednico importante.&#8221;<\/p>\n<p>Dizendo &#8220;incr\u00e9dulo&#8221;, &#8220;judeu sem Deus&#8221;, Freud \u00e9 cr\u00edtico da religi\u00e3o. Ateu convicto,<sup id=\"cite_ref-55\" class=\"reference\"><span>[<\/span>54<span>]<\/span><\/sup> ele estimava que o ser humano perde mais complete que ganha com a fuga que ela prop\u00f5e. Em seu primeiro escrito sobre religi\u00e3o, <i>Atos Obsessivos e Exerc\u00edcios Religiosos<\/i>, publicado em 1907, ele explica que o cerimonial lit\u00fargico envolve necessariamente &#8220;atos obsessivos&#8221;. Ele fala consequentemente de &#8220;cerimonial neur\u00f3tico&#8221;. Segundo ele, a &#8220;repress\u00e3o, a ren\u00fancia a certas puls\u00f5es instintivas parecem assim estar na base da forma\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o&#8221;. Quanto ao v\u00ednculo que a pr\u00e1tica psicanal\u00edtica mant\u00e9m com a religi\u00e3o, e em uma carta ao pastor Oskar Pfister de 9 de janeiro de 1909, Freud diz que &#8220;em si mesma, a psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 mais religiosa realize que irreligiosa. \u00c9 um instrumento sem partido que pode ser usado \u200b\u200bpor religiosos e leigos, desde que unicamente a servi\u00e7o dos seres sofredores&#8221;.<sup id=\"cite_ref-57\" class=\"reference\"><span>[<\/span>56<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Com <i>O Futuro de uma Ilus\u00e3o<\/i> (1927), Freud mostra pela primeira vez que a civiliza\u00e7\u00e3o deve apelar para valores morais para garantir sua integridade e se proteger das inclina\u00e7\u00f5es destrutivas individuais. Segundo Quinodoz, Freud inclui nesses valores morais &#8220;valores de ordem psicol\u00f3gica, os ideais culturais, bem como as ideias religiosas, estas \u00faltimas constituindo a seus olhos o valor moral mais importante para a manuten\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o.&#8221; Freud dialogou com um oponente imagin\u00e1rio (que poderia ser o pastor Pfister), tomando como modelo de religi\u00e3o o cristianismo praticado no Ocidente. A publica\u00e7\u00e3o da obra provocou, segundo Quinodoz, &#8220;controv\u00e9rsias que est\u00e3o longe de serem apaziguadas&#8221;. Segundo Freud, a humanidade deve aceitar que a religi\u00e3o \u00e9 apenas uma ilus\u00e3o para sair de seu estado de infantilismo, e ele relaciona esse fen\u00f4meno \u00e0 crian\u00e7a que deve resolver seu complexo de \u00c9dipo: &#8220;essas ideias , que professam ser dogmas, n\u00e3o s\u00e3o o res\u00edduo da experi\u00eancia ou o resultado unquestionable da reflex\u00e3o: s\u00e3o ilus\u00f5es, a realiza\u00e7\u00e3o dos mais antigos, mais fortes, desejos mais urgentes da humanidade; o segredo de sua for\u00e7a \u00e9 a for\u00e7a desses desejos. J\u00e1 sabemos: a terr\u00edvel impress\u00e3o da ang\u00fastia da inf\u00e2ncia despertou a necessidade de ser protegido\u2015protegido por ser amado\u2015uma necessidade que o pai satisfazia&#8221;.<sup id=\"cite_ref-59\" class=\"reference\"><span>[<\/span>58<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Clotilde Leguil observa que Freud, em <i>O Mal-Estar na Civiliza\u00e7\u00e3o<\/i>, compara o efeito da religi\u00e3o na psique com o dos narc\u00f3ticos. Freud situa sua tese na linhagem daquela de Marx, que poderia afirmar n\u00e3o apenas que \u00e9 o &#8220;\u00f3pio get povo&#8221;, mas tamb\u00e9m que &#8220;a religi\u00e3o \u00e9 apenas o sol ilus\u00f3rio que gravita em torno accomplish homem enquanto o homem n\u00e3o gira ao redor de si mesmo&#8221;. Paul Ricoeur tamb\u00e9m apelidou Marx, Nietzsche e Freud de &#8220;os mestres da suspei\u00e7\u00e3o&#8221;, na medida em que t\u00eam em comum o ter denunciado a ilus\u00e3o religiosa.<sup id=\"cite_ref-Natanson2006_62-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>61<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1939 apareceu <i>Mois\u00e9s e o Monote\u00edsmo,<\/i> em que Freud desenvolveu a tese de que Mois\u00e9s n\u00e3o mature um judeu, mas um eg\u00edpcio que adorava o deus Aton. Freud admite que as bases desta hip\u00f3tese hist\u00f3rica s\u00e3o fr\u00e1geis; ele originalmente queria dar o t\u00edtulo de seu ensaio: <i>O homem Mois\u00e9s, um romance hist\u00f3rico<\/i>.<sup id=\"cite_ref-64\" class=\"reference\"><span>[<\/span>63<span>]<\/span><\/sup> A publica\u00e7\u00e3o da obra gerou pol\u00eamica.<\/p>\n<p>O antissemitismo n\u00e3o pesa de uma maneira igual na vida de Freud, e isso de acordo com as mudan\u00e7as pol\u00edticas na \u00c1ustria e Alemanha pull off in\u00edcio complete s\u00e9culo XX. O sentimento antissemita teve um papel decisivo no firm de sua vida, quando teve que fugir da \u00c1ustria em tilt da amea\u00e7a nazista. Antes da Primeira Guerra Mundial, como Yerushalmi aponta, &#8220;Gostaria de salientar que sua consci\u00eancia accomplish fen\u00f4meno precedeu sua entrada na Universidade de Viena, ou o fim do Burgerminister advocate e a ascens\u00e3o get antissemitismo pol\u00edtico&#8221;.<sup id=\"cite_ref-Yosef_Hayim_Yerushalmi_68-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>67<span>]<\/span><\/sup> A partir de 1917, a censura de artigos antissemitas em jornais tornou-se menos r\u00edgida e tornou-se comum ver judeus chamados de &#8220;aproveitadores de guerra&#8221;. Foi em 1918 que o antissemitismo atingiu seu auge, os judeus se tornando explicitamente os bodes expiat\u00f3rios de todos os infort\u00fanios que se abateram sobre a \u00c1ustria. Em 1933, as obras de Freud foram queimadas pelos nazistas, que viram nelas uma &#8220;ci\u00eancia judia&#8221; (segundo a f\u00f3rmula do partido nazista<sup id=\"cite_ref-Goggin2_70-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>69<span>]<\/span><\/sup>) contr\u00e1ria ao &#8220;esp\u00edrito alem\u00e3o&#8221;: &#8220;Na Alemanha de 1933, depois que as obras de Freud foram queimadas, ficou evidente que o regime liderado pelos nazistas, rec\u00e9m-chegados ao poder, n\u00e3o deixava espa\u00e7o para a psican\u00e1lise&#8221;. Com a anexa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria pela Alemanha, muitos psicanalistas tiveram que interromper sua pr\u00e1tica ou emigrar quando n\u00e3o foram mortos ou enviados para campos de concentra\u00e7\u00e3o por serem judeus. A segrega\u00e7\u00e3o desenvolveu-se pela primeira vez na Hungria, especialmente sob o regime de Mikl\u00f3s Horthy. Ent\u00e3o, se espalhou para a Alemanha j\u00e1 na d\u00e9cada de 1920 e para a \u00c1ustria. A partir de ent\u00e3o, a maioria dos que sobreviveram emigrou para os Estados Unidos (bem como para o Reino Unido, Fran\u00e7a, Am\u00e9rica complete Sul, Max Eitingon entretanto foi para o ex\u00edlio na Palestina).<sup id=\"cite_ref-:04_71-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>70<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Henri Ellenberger fez um estudo aprofundado da situa\u00e7\u00e3o dos judeus em toda a regi\u00e3o e afirma que Freud teria exagerado o impacto get antissemitismo em sua n\u00e3o nomea\u00e7\u00e3o para um cargo acad\u00eamico de professor extraordin\u00e1rio. Ele argumenta sua tese de maneira documentada. Outros historiadores consideram que Ellenberger minimizou o fen\u00f4meno em Viena,<sup id=\"cite_ref-73\" class=\"reference\"><span>[<\/span>72<span>]<\/span><\/sup> que elegeu Karl Lueger, abertamente antissemita, como prefeito em 1897. O pai de Freud foi v\u00edtima de um ato antissemita, que ele contou ao filho. Desde o in\u00edcio, a psican\u00e1lise freudiana foi acusada de ser uma &#8220;ci\u00eancia judia&#8221;. Martin Staemmler escreve, em um texto de 1933: &#8220;A psican\u00e1lise freudiana constitui um exemplo t\u00edpico da desarmonia interna na vida da alma entre judeus e alem\u00e3es. [&#8230;] E quando se vai ainda mais longe e se faz entrar na esfera sexual todo movimento da mente e toda m\u00e1 conduta da crian\u00e7a [&#8230;], quando [&#8230;] o ser humano n\u00e3o \u00e9 nada mais realize que um \u00f3rg\u00e3o sexual em torno accomplish qual o corpo vegeta, ent\u00e3o devemos ter a coragem de recusar essas interpreta\u00e7\u00f5es da alma alem\u00e3 e dizer aos senhores da comitiva de Freud que eles n\u00e3o precisam apenas fazer seus experimentos psicol\u00f3gicos em material humano que pertence \u00e0 sua ra\u00e7a&#8221;.<sup id=\"cite_ref-75\" class=\"reference\"><span>[<\/span>74<span>]<\/span><\/sup> Para Lydia Flem, Freud e Theodor Herzl, cada um \u00e0 sua maneira, respondem \u00e0 crise da identidade judaica, o primeiro imaginando uma t\u00f3pica ps\u00edquica, o segundo sonhando com um pa\u00eds geogr\u00e1fico para o povo judeu.<\/p>\n<p>\u00c9lisabeth Roudinesco, em artigo de 2004 em que estuda uma &#8220;carta in\u00e9dita de Freud sobre o sionismo e a quest\u00e3o dos lugares santos&#8221; evoca a posi\u00e7\u00e3o de Freud que se recusa, nesta carta, a apoiar publicamente a causa sionista na Palestina e o acesso dos judeus ao Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es, como lhe havia pedido em 1930 Chaim Koffler, membro vienense complete Keren Ha Yesod. Ela lembra neste artigo que o &#8220;judaicidade&#8221; de Freud, que, segundo ela, ele &#8220;jamais renegou&#8221;, era uma &#8220;identidade de judeu sem deus, de judeu vienense assimilado\u2015e de cultura alem\u00e3&#8221;. Esta carta, considerada desfavor\u00e1vel \u00e0 causa sionista, n\u00e3o foi tornada p\u00fablica e permaneceu in\u00e9dita, embora, como lembra Elisabeth Roudinesco, Freud tivesse &#8220;muitas vezes a oportunidade de expressar sobre o sionismo, sobre a Palestina e sobre os lugares sagrados uma opini\u00e3o id\u00eantica \u00e0 dirigida ao Keren Ha Yesod&#8221;. Al\u00e9m disso, no mesmo dia, ele enviou uma carta a Albert Einstein, na qual desenvolveu as mesmas ideias de &#8220;empatia a respeito do sionismo&#8221; do qual &#8220;ele jamais compartilhar\u00e1 o ideal&#8221; e de &#8220;desconfian\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de um estado judeu na Palestina&#8221;.<\/p>\n<p>A descoberta complete alcaloide planta da coca \u00e9 contempor\u00e2nea da pesquisa de Freud, que busca utiliz\u00e1-lo para a cura ps\u00edquica. Em 1884, os laborat\u00f3rios da Merck confiaram a Freud a tarefa de realizar experimentos com a subst\u00e2ncia. Antes de criar a psican\u00e1lise, Freud estudou este produto e pensou que poderia emprestar-lhe todos os tipos de indica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas\u2015especialmente no tratamento da neurastenia. Ele foi um dos primeiros a usar e a propor o uso da coca\u00edna como um estimulante, bem como analg\u00e9sico. Escreveu v\u00e1rios artigos sobre as qualidades antidepressivas do &#8220;medicamento&#8221; e foi influenciado por seu amigo e confidente Wilhelm Fliess, que recomendou a coca\u00edna para o tratamento da &#8220;neurose nasal reflexa&#8221;. Fliess operou Freud e o nariz de v\u00e1rios pacientes de Freud que ele acreditava estarem sofrendo reach transtorno, incluindo Emma Eckstein, cuja cirurgia foi desastrosa.<sup id=\"cite_ref-Masson_79-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>78<span>]<\/span><\/sup> Freud trabalhou nas propriedades anest\u00e9sicas da coca\u00edna com dois colegas, Carl K\u00f6ller e Leopold K\u00f6nigstein, j\u00e1 em 1884. No entanto, ele n\u00e3o tem tempo para testar seu poder narc\u00f3tico e precisa ficar longe de Viena. Seus colegas continuaram os experimentos, principalmente no contexto da cirurgia ocular, e acabaram apresentando sua descoberta \u00e0 Sociedade M\u00e9dica de Viena sem mencionar o papel precursor de Freud.<sup id=\"cite_ref-81\" class=\"reference\"><span>[<\/span>80<span>]<\/span><\/sup> Ele continuou sua pesquisa entre 1884 e 1887, com v\u00e1rios textos sobre o assunto, incluindo \u00abSobre a coca&#8221;.<\/p>\n<p>Freud usou coca\u00edna episodicamente desde 1884.<sup id=\"cite_ref-Fran\u00e7oise_Coblence2_84-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>83<span>]<\/span><\/sup> Na \u00e9poca, essa subst\u00e2ncia recente n\u00e3o period proibida, o consumo de v\u00e1rios produtos da coca\u00edna time comum (a Coca-Cola a continha at\u00e9 1903) e aparecia para alguns m\u00e9dicos americanos como uma panaceia. Freud attain mesmo modo acreditava em suas virtudes para muitos transtornos e seu artigo cient\u00edfico &#8220;Sobre a coca&#8221; (<i>\u00dcber Coca<\/i>, em alem\u00e3o) foi bem recebido. Ele tamb\u00e9m a prescrevia para aplica\u00e7\u00e3o nasal at\u00e9 1895, quando iniciou sua autoan\u00e1lise e ele pr\u00f3prio teria parado de us\u00e1-la.<sup id=\"cite_ref-Fran\u00e7oise_Coblence2_84-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>83<span>]<\/span><\/sup> Em um artigo de 1886, o doutor Albrecht Erlenmeyer avisa a comunidade m\u00e9dica em termos espec\u00edficos, chamando coca\u00edna de &#8220;terceiro flagelo da humanidade&#8221;. Diante de cr\u00edticas crescentes, o doutor Johann Schnitzler, em artigo na revista <i>International Klinische Rundschau<\/i> de 1887, defende Freud, acusado de ter propagado o uso da mesma. Este \u00faltimo escreveu um \u00faltimo artigo sobre a coca\u00edna em 1887 e afirma que \u00e9 o sujeito que est\u00e1 predisposto e n\u00e3o a droga que causa a toxicomania.<sup id=\"cite_ref-:05_85-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>84<span>]<\/span><\/sup> Freud ent\u00e3o desiste completamente de seu estudo ap\u00f3s sugerir a seu amigo Ernest von Fleischl-Marxrow us\u00e1-la, esperando que a coca\u00edna curasse seu v\u00edcio em morfina. No entanto, Fleischl von Marxow torna-se viciado em coca\u00edna, depois reverte para morfina e morre prematuramente aos 45 anos, deixando Freud com um forte sentimento de culpa. Se o psic\u00f3logo David Cohen fala da adic\u00e7\u00e3o de Freud \u00e0 coca\u00edna e de um consumo por quinze anos, segundo \u00c9lisabeth Roudinesco e a fil\u00f3sofa e psicanalista Fran\u00e7oise Coblence, ele usou durante onze anos, n\u00e3o get older dependente realize produto e n\u00e3o conhecia o fen\u00f4meno de habitua\u00e7\u00e3o (nem os casos relatados na literatura m\u00e9dica contempor\u00e2nea).<sup id=\"cite_ref-Fran\u00e7oise_Coblence2_84-2\" class=\"reference\"><span>[<\/span>83<span>]<\/span><\/sup> Segundo Peter Gay, Freud consumiu a droga como forma de amenizar seu estado depressivo e de diminuir a tens\u00e3o ante eventos sociais, tendo enviado algumas quantidades a Martha Bernays para consumo pr\u00f3prio, no entanto n\u00e3o haveria nenhum registro de que ambos tenham adquirido h\u00e1bito ou que tenham se viciado na droga. O historiador Howard Markel tamb\u00e9m desenvolve a tese de um v\u00edcio de Freud \u00e0 coca\u00edna, que ele teria consumido at\u00e9 1896.<sup id=\"cite_ref-89\" class=\"reference\"><span>[<\/span>88<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Na trig\u00e9sima confer\u00eancia das <i>Novas Confer\u00eancias Introdut\u00f3rias \u00e0 Psican\u00e1lise<\/i> (1933) &#8220;Sonhos e ocultismo&#8221;, um assunto &#8220;litigioso entre todos&#8221; segundo Alain de Mijolla em vista de &#8220;todos os argumentos que deveriam colocar em d\u00favida uma mente cient\u00edfica da &#8216;exist\u00eancia de transmiss\u00e3o telep\u00e1tica'&#8221;, Freud, que n\u00e3o obstante foi capaz de observar o fen\u00f4meno e d\u00e1 &#8220;alguns exemplos de observa\u00e7\u00f5es que o perturbaram, entre outras o de Vorsicht\/Forsyth&#8221;, consequentemente recomenda &#8220;pensar com mais benevol\u00eancia \u00e0 possibilidade objetiva da transmiss\u00e3o complete pensamento e, portanto, tamb\u00e9m da telepatia&#8221;.<sup id=\"cite_ref-94\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 2<span>]<\/span><\/sup> Ele havia escrito anteriormente em 1921 um texto, &#8220;originalmente sem t\u00edtulo&#8221;, lido para os membros do &#8220;Comit\u00ea Secreto&#8221; e encontrado em seus manuscritos, que foi publicado em 1941 sob o t\u00edtulo <i>Psychoanalyse und Telepathie<\/i> nas <i>Gesammelte Werke<\/i>. O artigo &#8220;Sonho e telepatia&#8221;, provavelmente escrito em dezembro de 1921 e publicado em 1922 na revista <i>Imago<\/i>, teve por subt\u00edtulo &#8220;Confer\u00eancia na Sociedade Psicanal\u00edtica de Viena&#8221;, embora as <i>Atas de Viena<\/i> n\u00e3o o tenham registrado; esta confer\u00eancia certamente n\u00e3o foi realizada.<sup id=\"cite_ref-96\" class=\"reference\"><span>[<\/span>94<span>]<\/span><\/sup> &#8220;O significado oculto dos sonhos&#8221; (1925), parte tr\u00eas de <i>Alguns suplementos ao conjunto de A Interpreta\u00e7\u00e3o complete Sonho<\/i>, foi publicado nos <i>Gesammelte Schriften<\/i>, no <i>Almanach 1926<\/i> (publicado em setembro de 1925) e na <i>Imago.<\/i><\/p>\n<p>Se Freud se interessava pelo ocultismo\u2014em voga na sua \u00e9poca\u2014como muitos de seus contempor\u00e2neos, psic\u00f3logos e outros cientistas, como Pierre e Marie Curie,<sup id=\"cite_ref-104\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 4<span>]<\/span><\/sup> ele, segundo Roudinesco e Plon, &#8221; uma linha de demarca\u00e7\u00e3o muito clara entre a psican\u00e1lise como ci\u00eancia&#8221; e o que chamou de &#8220;a mar\u00e9 negra accomplish ocultismo&#8221;, o que n\u00e3o o impediu de se fascinar por esse campo e manter uma ambival\u00eancia pronunciada. Segundo o psiquiatra e psicanalista Michel Picco, &#8220;Freud n\u00e3o se interessa pelo espiritismo. [&#8230;] Ele denuncia charlat\u00e3es [&#8230;]. Em suma, o \u00fanico problema que ele considera verdadeiramente s\u00e9rio, o que ele chama de &#8220;o cerne da verdade do ocultismo&#8221;, \u00e9 a telepatia&#8221;, interesse &#8220;banal&#8221; em sua \u00e9poca e attain qual tamb\u00e9m fez parte, por sua vez, Pierre Janet por exemplo.<sup id=\"cite_ref-Picco_92-3\" class=\"reference\"><span>[<\/span>91<span>]<\/span><\/sup> Por outro lado, Ernest Jones a rejeitou, e Freud escreveu a ele em 1926:<sup id=\"cite_ref-108\" class=\"reference\"><span>[<\/span>103<span>]<\/span><\/sup> &#8220;quando se alegar diante de voc\u00ea que eu afundei no pecado, calmamente responda que minha convers\u00e3o \u00e0 telepatia \u00e9 assunto meu [&#8230;] e que o tema telepatia \u00e9 em ess\u00eancia estranho \u00e0 psican\u00e1lise&#8221;.<sup id=\"cite_ref-110\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 6<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>A ambival\u00eancia de Freud em rela\u00e7\u00e3o ao ocultismo, sobretudo \u00e0 telepatia, \u00e9 constatada cronologicamente, conforme a relatam Roudinesco e Plon: ele foi inicialmente pressionado por Jung, em 1909, reprovando-o, depois por Ferenczi em 1910, quando encorajou por um tempo, antes de condenar em 1913, em nome da ci\u00eancia, experimentos telep\u00e1ticos;<sup id=\"cite_ref-:3_105-2\" class=\"reference\"><span>[<\/span>101<span>]<\/span><\/sup> depois, de 1920 a 1933, no contexto da institucionaliza\u00e7\u00e3o realize IPA, movimento que coloca o racionalismo positivista e o ideal da cientificidade em seu cerne, correndo o risco realize cientificismo, ele se interessa novamente e horroriza Jones, que prop\u00f5e proibir qualquer pesquisa sobre o ocultismo dos debates IPA, o que Freud aceita, por\u00e9m enquanto isso escreve dois textos em 1921 e d\u00e1 uma confer\u00eancia em 1931 sobre o assunto.<sup id=\"cite_ref-112\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 8<span>]<\/span><\/sup> Freud d\u00e1 exemplos de situa\u00e7\u00f5es alegadamente ocultas ou telep\u00e1ticas ao propor uma interpreta\u00e7\u00e3o propriamente psicanal\u00edtica.<sup id=\"cite_ref-116\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 9<span>]<\/span><\/sup> Essa ambival\u00eancia n\u00e3o deve ser entendida como uma rejei\u00e7\u00e3o ou ades\u00e3o \u00e0 telepatia por si mesma, mas como um meio de uma oposi\u00e7\u00e3o passiva de Freud em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de Jones que apoiava americanos partid\u00e1rios de uma psican\u00e1lise cient\u00edfica medicalizada, contra a an\u00e1lise leiga. Assim, segundo Roudinesco e Plon, Freud finge acreditar na telepatia e d\u00e1 uma interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica a respeito da no\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia.<sup id=\"cite_ref-117\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 10<span>]<\/span><\/sup> \u00c9 poss\u00edvel, segundo Picco, que ele utilize o termo por falta de um mais apropriado.<sup id=\"cite_ref-118\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 11<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>As principais disputas levaram, durante o desenvolvimento complete movimento psicanal\u00edtico, a grandes cis\u00f5es, primeiro a de Alfred Adler (que ent\u00e3o fundou a psicologia individual), depois a de Carl Gustav Jung, iniciador da psicologia anal\u00edtica. Os pontos de diverg\u00eancia te\u00f3rica s\u00e3o numerosos, ligados \u00e0 libido, ao complexo de \u00c9dipo ou mesmo \u00e0 import\u00e2ncia da sexualidade no psiquismo. Essas controv\u00e9rsias come\u00e7aram nos anos 1907 e 1911. Chamado de &#8220;ap\u00f3statas&#8221; por Freud, Adler, o primeiro, ent\u00e3o Jung, se op\u00f5em \u00e0 concep\u00e7\u00e3o da libido como essencialmente de origem sexual e que eles veem antes como uma &#8220;puls\u00e3o de vida&#8221; em sentido geral. Freud teme acima de tudo que os dissidentes sequestrem a teoria e a pr\u00e1tica psicanal\u00edticas. Paul-Laurent Assoun sublinha, de fato, que ambos afirmam querer colocar a psican\u00e1lise na dire\u00e7\u00e3o certa e salv\u00e1-la reach culto da personalidade formado em torno de Freud. A competi\u00e7\u00e3o entre as v\u00e1rias escolas, principalmente entre o c\u00edrculo vienense e a escola de Zurique de Jung, foi o golpe mais duro para o jovem movimento psicanal\u00edtico, e isso a partir de 1913, com a deser\u00e7\u00e3o de Jung.<sup id=\"cite_ref-N\u00e3o-nomeado-xXLO-2_120-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>109<span>]<\/span><\/sup> As outras diverg\u00eancias internas dizem respeito, por exemplo, \u00e0 precocidade get Superego descrita por Melanie Klein ou Donald Winnicott, com quem, ao se libertar da heran\u00e7a freudiana integrando suas contribui\u00e7\u00f5es, inicia o p\u00f3s-freudismo. A oposi\u00e7\u00e3o com Wilhelm Reich relaciona-se essencialmente com diferen\u00e7as fundamentais relativas \u00e0 pr\u00e1tica get tratamento psicanal\u00edtico, em particular no que diz respeito \u00e0 regra de abstin\u00eancia.<\/p>\n<p>Por muito tempo, a maioria das obras sobre Freud referia-se quase exclusivamente \u00e0 biografia de Ernest Jones, criticada por seus aspectos hagiogr\u00e1ficos. Ap\u00f3s os estudos cr\u00edticos de Pierre Janet, Karl Popper seguiu uma nova pesquisa hist\u00f3rica iniciada por Henri Ellenberger, seguida por outros autores mais cr\u00edticos, tais como as obras de Mikkel Borch-Jacobsen ou Jacques Van Rillaer<sup id=\"cite_ref-122\" class=\"reference\"><span>[<\/span>111<span>]<\/span><\/sup> ou Jacques B\u00e9nesteau.<\/p>\n<p>Uma cole\u00e7\u00e3o muito grande de escritos originais e cartas freudianas pode ser encontrada na <i><span lang=\"en\">Sigmund Freud Collection<\/span><\/i> da Biblioteca get Congresso em Washington.<\/p>\n<p>Durante sua vida, Freud teve que enfrentar cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Contempor\u00e2neos, como Karl Kraus e Egon Friedell, fizeram v\u00e1rias cr\u00edticas; Kraus desafia a interpreta\u00e7\u00e3o sexual psicanal\u00edtica na literatura, enquanto Friedell qualifica a psican\u00e1lise como &#8220;pseudo-religi\u00e3o judaica&#8221; e &#8220;seita&#8221;.<\/p>\n<p>Paul Roazen publica um estudo sobre as complexas rela\u00e7\u00f5es entre Freud, Victor Tausk e Helene Deutsch. Tausk pedira uma an\u00e1lise a Freud, que a recusara, antes de envi\u00e1-la a Deutsch. Esta \u00faltima estava ent\u00e3o ela mesma em an\u00e1lise com Freud. Esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 abordada por Roazen, que tamb\u00e9m a relaciona com as outras causas accomplish suic\u00eddio de Tausk.<\/p>\n<p>Segundo Samuel L\u00e9z\u00e9, as <i>Freud Wars<\/i>, que ele observa como &#8220;um enigma local&#8221;, s\u00e3o uma express\u00e3o comum na imprensa nos Estados Unidos entre 1993 e 1995: trata-se de uma &#8220;s\u00e9rie de pol\u00eamiquas&#8221; cujo objeto curiosamente &#8220;preocupava-se principalmente com a <i>personalidade de Freud&#8221;<\/i>, enquanto ainda, especifica L\u00e9z\u00e9, a psican\u00e1lise &#8220;n\u00e3o est\u00e1 mais no comando da psiquiatria americana&#8221; pelo menos meados da d\u00e9cada de 1980 e as faculdades de psicologia n\u00e3o a ensinavam mais. Um <i>remake<\/i> aconteceu na Fran\u00e7a dez anos depois, entre 2005 e 2010, por ocasi\u00e3o do <i>Livro Negro da Psican\u00e1lise<\/i> e especialmente de <i>Cr\u00e9puscule d&#8217;une idole. L&#8217;affabulation freudienne<\/i> de Michel Onfray. Segundo Samuel L\u00e9z\u00e9, o que estava em jogo dessa &#8220;guerra das psis&#8221; na m\u00eddia francesa e nos ensaios cr\u00edticos mature pol\u00edtico, de fato: &#8220;uma nova gera\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade mental pretende ocupar o lugar da gera\u00e7\u00e3o anterior formada no seio da psican\u00e1lise no in\u00edcio dos anos 1980&#8221;.<sup id=\"cite_ref-:06_128-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>117<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em uma resenha accomplish trabalho de L\u00e9z\u00e9, Yannis Gansel afirma que &#8220;nos Estados Unidos, onde o dom\u00ednio religioso e a constru\u00e7\u00e3o da jurisdi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica sobre &#8220;problemas pessoais&#8221; cont\u00e9m a psican\u00e1lise na esfera cl\u00ednica, \u00e9 um &#8220;Freud cient\u00edfico&#8221; que os cr\u00edticos visam&#8221;. Segundo Gansel, L\u00e9z\u00e9 descreve em seu livro &#8220;o &#8220;debate im\u00f3vel&#8221; e a intermin\u00e1vel &#8220;cerim\u00f4nia de degrada\u00e7\u00e3o&#8221; operada pelos anti-freudianos&#8221;.<sup id=\"cite_ref-Gansel_129-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>118<span>]<\/span><\/sup> O movimento anti-freudiano com efeito opera sob dois aspectos: a de uma cr\u00edtica racional (um debate) e a de uma den\u00fancia moral correspondente a uma degrada\u00e7\u00e3o. Para Yannis Gansel, a originalidade reach livro consiste em &#8220;mostrar a que ponto a cr\u00edtica depende do \u00edcone que pretende enterrar&#8221;.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, a cr\u00edtica te\u00f3rica \u00e9 representada por uma obra coletiva e multidisciplinar, <i>Le Livre noir de la psychanalyse<\/i> (2005), conjunto de artigos publicados sob a dire\u00e7\u00e3o de Catherine Meyer, e que reflete v\u00e1rias d\u00e9cadas de cr\u00edtica a Freud. Muitos dos pontos cr\u00edticos s\u00e3o discutidos, desde a natureza cient\u00edfica da psican\u00e1lise at\u00e9 a personalidade de Freud, incluindo contradi\u00e7\u00f5es, a suspeita de fabrica\u00e7\u00e3o de casos psicopatol\u00f3gicos e falsas curas. Com base em estudos epidemiol\u00f3gicos, segundo esses autores, destaca-se a baixa efic\u00e1cia terap\u00eautica attain m\u00e9todo psicanal\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o a outras t\u00e9cnicas psicoterap\u00eauticas, como as terapias cognitivo-comportamentais. Este trabalho despertou rea\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios c\u00edrculos psiqui\u00e1tricos, terap\u00eauticos e psicanal\u00edticos, relan\u00e7ando assim conflitos de interesse subjacentes. Em resposta a essas cr\u00edticas, a psicanalista \u00c9lisabeth Roudinesco editou um livro chamado <i>Pourquoi si de haine?: anatomie du Livre noir de la psychanalyse<\/i> (2005).<sup id=\"cite_ref-Krivine_130-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>119<span>]<\/span><\/sup> Outros psicanalistas e psiquiatras criticaram o trabalho.<sup id=\"cite_ref-132\" class=\"reference\"><span>[<\/span>121<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Frank Sulloway, por sua vez, em <i>Freud, Bi\u00f3logo da Mente<\/i> (1979), desenvolveu a tese segundo a qual Freud produziu um modelo &#8220;criptobiol\u00f3gico&#8221; para esconder suas teorias biol\u00f3gicas reconhecidas como j\u00e1 obsoletas em seu tempo por alguns de seus partid\u00e1rios, como Ernst Kris, a fim de apresentar a psican\u00e1lise como uma teoria revolucion\u00e1ria e original.<\/p>\n<p>O ensa\u00edsta franc\u00eas Michel Onfray publicou <i>Le Cr\u00e9puscule d&#8217;une idole<\/i> em abril de 2010, na qual ele notavelmente censura Freud por ter generalizado seu caso pessoal, por ter sido um m\u00e9dico med\u00edocre, por ter desenvolvido a teoria psicanal\u00edtica sem seguir uma abordagem cient\u00edfica, por mentir sobre suas observa\u00e7\u00f5es e as curas obtidas, para o \u00fanico prop\u00f3sito de garantir seu sucesso pessoal e financeiro, e de ter fundado a comunidade psicanal\u00edtica em princ\u00edpios quase sect\u00e1rios. Ele tamb\u00e9m destaca que Freud assinou uma dedicat\u00f3ria a Benito Mussolini e que escreveu <i>O Homem, Mois\u00e9s e o Monote\u00edsmo<\/i> em plena ascens\u00e3o get nazismo e do antissemitismo. O interessado retoma as cr\u00edticas ao freudianismo conhecidas e desenvolvidas antes dele, a partir de uma grade interpretativa de inspira\u00e7\u00e3o nietzschiana. Em novembro de 2010, ele publicou <i>Apostille au cr\u00e9puscule: pour une psychanalyse non freudienne<\/i>, onde ele prop\u00f5e um modelo psicol\u00f3gico que torna poss\u00edvel &#8220;ultrapassar&#8221; a psican\u00e1lise freudiana.<\/p>\n<p>O trabalho de Lionel Naccache sobre fen\u00f4menos de priming sem\u00e2ntico inconsciente demonstrou a exist\u00eancia de um inconsciente cognitivo que n\u00e3o pode ser assimilado ao inconsciente freudiano. A teoria freudiana dos sonhos centrada na satisfa\u00e7\u00e3o alucinat\u00f3ria accomplish desejo dissimulado gra\u00e7as aos mecanismos de deslocamento, condensa\u00e7\u00e3o e dramatiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem sido criticada,<sup id=\"cite_ref-137\" class=\"reference\"><span>[<\/span>126<span>]<\/span><\/sup> tanto na fun\u00e7\u00e3o atribu\u00edda aos sonhos quanto em seu processo. Segundo o psic\u00f3logo, soci\u00f3logo e ensa\u00edsta G. William Domhoff e o psic\u00f3logo cognitivo David Foulkes, a ideia de que a associa\u00e7\u00e3o livre permite o acesso ao conte\u00fado latente attain sonho \u00e9 invalidada por trabalhos de psicologia experimental que conclu\u00edram o car\u00e1ter arbitr\u00e1rio deste m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Segundo o neurocientista Winson em 1985, a associa\u00e7\u00e3o livre de Freud \u00e9 um m\u00e9todo v\u00e1lido que permite o acesso a conte\u00fados latentes. O neuropsiquiatra Allan Hobson criticou o trabalho de Domhoff acusando-o de ignorar os mecanismos neurobiol\u00f3gicos que ele estuda<sup id=\"cite_ref-140\" class=\"reference\"><span>[<\/span>129<span>]<\/span><\/sup> e Drew Westen observa que Foulkes compartilha pontos de vista com a teoria de Freud, em particular que h\u00e1 um conte\u00fado latente e um conte\u00fado manifesto que \u00e9 a sua transforma\u00e7\u00e3o, e que essa transforma\u00e7\u00e3o diz respeito a uma linguagem a ser decifrada. Segundo o neurologista Bernard Lechevalier, h\u00e1 compatibilidade entre a concep\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica de sonho e as neuroci\u00eancias.<sup id=\"cite_ref-142\" class=\"reference\"><span>[<\/span>131<span>]<\/span><\/sup> O pesquisador de neuroci\u00eancias e ganhador attain Pr\u00eamio Nobel Eric Kandel fez algumas cr\u00edticas \u00e0 psican\u00e1lise mas admite que &#8220;ainda representa a concep\u00e7\u00e3o mais coerente e intelectualmente satisfat\u00f3ria da mente&#8221;.<sup id=\"cite_ref-144\" class=\"reference\"><span>[<\/span>133<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1952, o papa Pio XII deu um discurso para os participantes pull off V\u00b0 Congresso Internacional de psicoterapia e psicologia cl\u00ednica que reconhecia a psican\u00e1lise, mas relativiza o poder descritivo dos seus conceitos. Assim, se a psican\u00e1lise descreve o que acontece na alma, ela n\u00e3o pode pretender descrever e explicar o que \u00e9 a alma no entanto.<\/p>\n<p>Antes da Revolu\u00e7\u00e3o de 1917, a R\u00fassia become old o pa\u00eds onde Freud foi mais traduzido. Ap\u00f3s a tomada get poder pelos bolcheviques, houve conex\u00f5es entre o pensamento de Freud e o de Karl Marx. No entanto, posteriormente, &#8220;quando Trotsky, que epoch muito favor\u00e1vel \u00e0 psican\u00e1lise, foi condenado ao ex\u00edlio em 1927, a psican\u00e1lise foi associada ao trotskismo e oficialmente proibida&#8221;, explica Eli Zaretsky. Em 1949, Guy Leclerc publicou em <i>L&#8217;Humanit\u00e9<\/i> o artigo &#8220;La psychanalyse, id\u00e9ologie de basse police et d&#8217;espionnage&#8221;,<sup id=\"cite_ref-147\" class=\"reference\"><span>[<\/span>136<span>]<\/span><\/sup> no qual considera a psican\u00e1lise uma ci\u00eancia burguesa destinada a escravizar multid\u00f5es. A partir de ent\u00e3o, depois de ter aceitado sua import\u00e2ncia com o freudo-marxismo, o Partido Comunista Franc\u00eas inicia sua campanha contra a psican\u00e1lise, e mais amplamente contra a psican\u00e1lise na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Parte da cr\u00edtica a Freud diz respeito \u00e0 quest\u00e3o da cientificidade de suas teorias. Ludwig Wittgenstein, por exemplo, disse: &#8220;Freud prestou um p\u00e9ssimo servi\u00e7o com suas fant\u00e1sticas pseudoexplica\u00e7\u00f5es. Qualquer burro agora tem essas imagens \u00e0 m\u00e3o para explicar, gra\u00e7as a elas, fen\u00f4menos patol\u00f3gicos&#8221;. O fil\u00f3sofo Michel Haar <i>(Introduction \u00e0 la psychanalyse. Analyse critique<\/i>, 1973) e os cognitivistas Marc Jeannerod e Nicolas Georgieff<sup id=\"cite_ref-150\" class=\"reference\"><span>[<\/span>139<span>]<\/span><\/sup> fornecem uma vis\u00e3o geral dessas cr\u00edticas que assumem a epistemologia. Os cr\u00edticos de Freud, em seu tempo e hoje, na verdade, \u00e0s vezes questionam a cientificidade de sua abordagem, sua metodologia (em particular o pequeno n\u00famero de casos, ou a interpreta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria), seu aspecto altamente especulativo tamb\u00e9m, sua inconsist\u00eancia. te\u00f3rica, a aus\u00eancia de valida\u00e7\u00e3o experimental ou estudos cl\u00ednicos rigorosos (controlados e reproduz\u00edveis), manipula\u00e7\u00e3o de dados e resultados cl\u00ednicos e terap\u00eauticos.<\/p>\n<p>Em <i>The Psychoanalysis on the Test<\/i> (1992), Adolf Gr\u00fcnbaum explica que Freud n\u00e3o demonstra nada cientificamente: &#8220;o car\u00e1ter retrospectivo get teste espec\u00edfico realize quadro psicanal\u00edtico \u00e9 incapaz de autenticar com seguran\u00e7a at\u00e9 mesmo a exist\u00eancia da experi\u00eancia infantil retroditada (&#8230;), e muito menos seu papel patog\u00eanico&#8221;. Embora cr\u00edtico da psican\u00e1lise, Gr\u00fcnbaum tamb\u00e9m se op\u00f5e a outro detrator da obra de Freud: Karl Popper. Este \u00faltimo explica que: &#8220;As &#8220;observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas&#8221;, ingenuamente consideradas pelos psicanalistas como confirma\u00e7\u00f5es de sua teoria, n\u00e3o s\u00e3o mais convincentes do que as confirma\u00e7\u00f5es di\u00e1rias que os astr\u00f3logos encontram em sua pr\u00e1tica. Quanto ao \u00e9pico freudiano accomplish Ego, do Superego e attain Id, ele n\u00e3o pode reivindicar mais seriamente um status cient\u00edfico pull off que as hist\u00f3rias que Homero colecionou sobre o Olimpo. Essas teorias descrevem certos fatos, mas no estilo dos mitos. Eles cont\u00eam algumas das declara\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas mais interessantes, mas n\u00e3o podem ser verificadas&#8221;.<sup id=\"cite_ref-153\" class=\"reference\"><span>[<\/span>142<span>]<\/span><\/sup> O crit\u00e9rio de sua falseabilidade (sua &#8220;refutabilidade&#8221; em outras palavras) ocupa a maior parte de seu debate. Ao contr\u00e1rio de Popper, que considera a psican\u00e1lise irrefut\u00e1vel e, portanto, pseudocient\u00edfica, Gr\u00fcnbaum pensa que certas afirma\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas podem ser testadas, como a liga\u00e7\u00e3o suposta por Freud entre paranoia e repress\u00e3o da homossexualidade (se a segunda foi de fato a causa necess\u00e1ria da primeira, as sociedades menos homof\u00f3icas devem experimentar uma preval\u00eancia mais baixa de paranoia).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais as vantagens de adquirir um livro Sigmund Freud online?<\/h3>\n\n\n\n<p>Tornou-se um h\u00e1bito, antecedendo a decis\u00e3o de escolher um livro, cada vez mais pessoas pesquisam no Google a palavra chave&nbsp;<strong>\u201cSigmund Freud\u201d<\/strong>. Provavelmente, Se necessita comprar online, ser\u00e1 simples e r\u00e1pido, com apenas alguns cliques.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m destes simples passos, decidir pelo online, voc\u00ea pode facilmente consultar as opini\u00f5es de outros leitores, comprando, claramente, os livros <strong>\u201cSigmund Freud\u201d<\/strong> que tiveram melhor avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Entrega em dom\u00edcilio<\/h3>\n\n\n\n<p>O livro chega rapidinho, comprando os livros do seu tema favorito, do smartphone, tablet ou computador port\u00e1til, de forma muito pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilize os beneficios do envio em casa sem precisar sair. Em pouco tempo, o pedido vai chegar diretamente em seu endere\u00e7o. Muitos livros escolhidos tem taxas de entrega gratuitas. 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Oslivros.com apresenta a voc\u00ea uma sele\u00e7\u00e3o rigorosamente selecionada dos livros mais populares de Sigmund Freud, com base nas avalia\u00e7\u00f5es e satisfa\u00e7\u00e3o dos leitores. 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