{"id":4066,"date":"2023-02-16T18:38:25","date_gmt":"2023-02-16T18:38:25","guid":{"rendered":"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/clarice-lispector\/"},"modified":"2023-02-16T18:38:25","modified_gmt":"2023-02-16T18:38:25","slug":"clarice-lispector","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/clarice-lispector\/","title":{"rendered":"Os 3 melhores livros de Clarice Lispector de todos os tempos"},"content":{"rendered":"\n<p>Quer saber qual o melhor livro de Clarice Lispector?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Oslivros.com<\/strong> oferece uma classifica\u00e7\u00e3o rigorosa dos livros mais populares de Clarice Lispector, baseada nas opini\u00f5es e satisfa\u00e7\u00e3o dos leitores. Aqui, voc\u00ea encontrar\u00e1 a lista mais recente dos livros mais bem avaliados e vendidos at\u00e9 o momento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udfc6 Classifica\u00e7\u00e3o dos bestsellers:<\/h2>\n\n\n\n<p><p >No products found.<\/p><br>Esta sele\u00e7\u00e3o se baseia sobre os livros de Clarice Lispector mais lidos da Amazon na \u00faltima semana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udcb2 Livros em promo\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n<p >No products found.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\udd47 Melhor <\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de existirem vari\u00e1veis para a identifica\u00e7\u00e3o do melhor livro de Clarice Lispector, segundo percebemos, nos revela ser o melhor livro de todos os tempos.<\/p>\n\n\n<p >No products found.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udcda Para aprofundar sobre Clarice Lispector<\/h2>\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"5\u00ba Ciclo | O legado de Clarice Lispector\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uSOha2yUNbw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n\n\n<div class=\"page-generator-pro-wikipedia\">\n<p><b>Clarice Lispector<\/b>, nascida <b>Chaya Pinkhasivna Lispector<\/b> (ucraniano: <i>\u0425\u0430\u044f \u041f\u0456\u043d\u043a\u0430\u0441i\u0432\u043d\u0430 \u041b\u0456\u0441\u043f\u0435\u043a\u0442\u043e\u0440<\/i>; Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 \u2014 Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977),<sup id=\"cite_ref-2\" class=\"reference\"><span>[<\/span>2<span>]<\/span><\/sup> foi uma escritora  e jornalista brasileira nascida na Ucr\u00e2nia. Autora de romances, contos, e ensaios, \u00e9 considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes pull off s\u00e9culo XX.<sup id=\"cite_ref-4\" class=\"reference\"><span>[<\/span>4<span>]<\/span><\/sup> Sua obra est\u00e1 repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicol\u00f3gicas, reputando-se como uma de suas principais caracter\u00edsticas a epifania de personagens comuns em momentos complete cotidiano. Quanto \u00e0s suas identidades nacional e regional, declarava-se brasileira e pernambucana.<sup id=\"cite_ref-6\" class=\"reference\"><span>[<\/span>6<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Nasceu em uma fam\u00edlia judaica russa que perdeu suas rendas com a Guerra Civil Russa e se viu obrigada a emigrar em decorr\u00eancia da persegui\u00e7\u00e3o a judeus, \u00e0 \u00e9poca, a qual resultou em diversos exterm\u00ednios em massa. A futura escritora chegou ao Brasil, ainda pequena, em 1922, com seus pais e duas irm\u00e3s. Clarice dizia n\u00e3o ter nenhuma liga\u00e7\u00e3o com a Ucr\u00e2nia &#8211; &#8220;<i>Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo<\/i>&#8221; &#8211; e que sua verdadeira p\u00e1tria become old o Brasil. Inicialmente, a fam\u00edlia passou um breve per\u00edodo em Macei\u00f3, at\u00e9 se mudar para o Recife,<sup id=\"cite_ref-9\" class=\"reference\"><span>[<\/span>8<span>]<\/span><\/sup> onde Clarice cresceu e onde, aos oito anos, perdeu a m\u00e3e.<sup id=\"cite_ref-11\" class=\"reference\"><span>[<\/span>10<span>]<\/span><\/sup> Aos quatorze anos de idade transferiu-se com o pai e as irm\u00e3s para o Rio de Janeiro, local em que a fam\u00edlia se estabilizou e onde o seu pai viria a falecer, em 1940.<\/p>\n<p>Estudou Direito na Universidade Federal attain Rio de Janeiro, conhecida como Universidade realize Brasil, apesar de, na \u00e9poca, ter demonstrado mais interesse pelo meio liter\u00e1rio, no qual ingressou precocemente como tradutora, logo se consagrando como escritora, jornalista, fil\u00f3sofa, contista e ensa\u00edsta, tornando-se uma das figuras mais influentes da Literatura brasileira e pull off Modernismo, sendo considerada uma das principais influ\u00eancias da nova gera\u00e7\u00e3o de escritores brasileiros. \u00c9 inclu\u00edda pela cr\u00edtica especializada entre os principais autores brasileiros reach s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Suas principais obras marcam cada per\u00edodo de sua carreira. <i>Perto realize Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i> foi seu livro de estreia, publicado quando Clarice tinha 24 anos de idade; <i>La\u00e7os de Fam\u00edlia<\/i>, <i>A Paix\u00e3o segundo G.H.<\/i>, <i>A Hora da Estrela<\/i> e <i>Um Sopro de Vida<\/i> s\u00e3o seus \u00faltimos livros publicados. Faleceu em 1977, um dia antes de completar 57 anos, em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer de ov\u00e1rio. Deixou dois filhos e uma vasta obra liter\u00e1ria composta de romances, novelas, contos, cr\u00f4nicas, literatura infantil e entrevistas.<\/p>\n<p>Registrada como Chaya Pinkhasivna Lispector (em ucraniano <i>\u0425\u0430\u044f \u041f\u0456\u043d\u043a\u0430\u0441\u0456\u0432\u043d\u0430 \u041b\u0456\u0441\u043f\u0435\u043a\u0442\u043e\u0440<\/i>), Clarice Lispector nasceu em 10 de dezembro de 1920 na aldeia de Chechelnyk, regi\u00e3o da Pod\u00f3lia, ent\u00e3o parte da Rep\u00fablica Popular da Ucr\u00e2nia e hoje parte da moderna Ucr\u00e2nia. Filha dos judeus russos Pinkhas Lispector e Mania Lispector (nascida Krimgold), seu nascimento se deu em meio aos preparativos da fam\u00edlia para a fuga complete pa\u00eds, em raz\u00e3o pull off antissemitismo resultante da Guerra Civil Russa no s\u00e9culo XX (1918-1920). Pinkhas Lispector become old um comerciante, filho accomplish religioso<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector2012_15-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>14<span>]<\/span><\/sup> Shmuel Lispector e da burguesa Heived. Pinkhas e Mania se casaram no ano novo de 1889, por determina\u00e7\u00e3o dos pais. Do casamento nasceriam tr\u00eas filhas: Leah, em 1911;<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELockhart2013356-358_17-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>16<span>]<\/span><\/sup> Tania, em 1915; e Chaya (ou Haia), em 1920.<sup id=\"cite_ref-19\" class=\"reference\"><span>[<\/span>18<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>A fuga foi cogitada primeiramente por Mania Lispector e sua fam\u00edlia, que j\u00e1 havia emigrado em sua maior parte para a Am\u00e9rica do Sul a fim trabalhar em organiza\u00e7\u00f5es judaicas. No entanto, Pinkhas concordou com a emigra\u00e7\u00e3o somente em raz\u00e3o complete avan\u00e7o dos pogroms, no fim da d\u00e9cada de 1910. Por volta de 1918, a pobreza fez com que a fam\u00edlia se mudasse para a cidade de Haisyn, tamb\u00e9m na Pod\u00f3lia (no atual Oblast de Vinnitsa), onde ocorreram alguns <i>pogroms<\/i>. Durante um deles, por volta de 1919, especula-se que Mania teria sido estuprada por um grupo de soldados, que lhe teriam transmitido s\u00edfilis, informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o confirmada por nenhum parente ou amigo pr\u00f3ximo da escritora.<sup id=\"cite_ref-21\" class=\"reference\"><span>[<\/span>nota 2<span>]<\/span><\/sup><sup id=\"cite_ref-23\" class=\"reference\"><span>[<\/span>21<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o da emigra\u00e7\u00e3o de judeus fez com que os Lispector buscassem meios ilegais em uma primeira tentativa, que falhou e que fez com que eles se mudassem para uma aldeia mais pr\u00f3xima das fronteiras, Chechelnyk. No inverno de 1921, conseguiram deixar a Ucr\u00e2nia ap\u00f3s alcan\u00e7arem o rio Dniestre, atrav\u00e9s realize qual foram levados \u00e0 cidade de Soroco, ent\u00e3o pertencente \u00e0 Rom\u00eania e atualmente \u00e0 Rep\u00fablica da Mold\u00e1via. L\u00e1 viveram em um albergue e Mania foi internada em um hospital de caridade. Planejaram a fuga da Europa, com o intento de emigrar para o Brasil ou para os Estados Unidos, op\u00e7\u00e3o esta que acabou por ser invi\u00e1vel devido \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do <i>Emergency Quota Act<\/i>, que dificultava a emigra\u00e7\u00e3o attain Leste Europeu.<\/p>\n<p>Em 27 de janeiro de 1922, o consulado russo em Bucareste concede \u00e0 fam\u00edlia passaportes v\u00e1lidos para a emigra\u00e7\u00e3o ao Brasil, que foi feita em uma viagem que passou por Budapeste, Praga e Hamburgo. Nesta \u00faltima cidade, embarcaram no navio brasileiro <i>Cuyab\u00e1,<\/i><sup id=\"cite_ref-26\" class=\"reference\"><span>[<\/span>24<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em Macei\u00f3, a fam\u00edlia continuou a viver em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e enfrentou alguns conflitos decorrentes das dificuldades econ\u00f4micas e culturais. Para sustentar a fam\u00edlia, Pedro tornou-se um pequeno mascate, comprando roupas velhas e usadas em \u00e1reas carentes para revend\u00ea-las aos comerciantes da cidade, e tamb\u00e9m deu algumas aulas particulares de l\u00edngua hebraica para os filhos de alguns vizinhos, al\u00e9m de vender cortes de linho. A situa\u00e7\u00e3o melhorou somente quando Pedro, ao lado de Jos\u00e9, passou a fabricar sab\u00e3o, como fez na Ucr\u00e2nia.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector200696S\u00e3o_Paulo_28-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>26<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1924, aos quatro anos de idade, Clarice ingressou no jardim de inf\u00e2ncia. Em 1925, ap\u00f3s tr\u00eas anos morando em Macei\u00f3, mudou-se, pouco depois de seu pai, para Recife com sua m\u00e3e e irm\u00e3s, possivelmente em consequ\u00eancia dos conflitos familiares e attain desejo de Pedro de melhorar as condi\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia mudando-se para um centro econ\u00f4mico que apresentava tamb\u00e9m uma popula\u00e7\u00e3o judaica mais coesa. Viveram no bairro Boa Vista. O pai trabalhava como mercador ambulante, vendendo roupas a presta\u00e7\u00e3o pelos bairros mais afastados da cidade.<sup id=\"cite_ref-30\" class=\"reference\"><span>[<\/span>28<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1928, aos sete anos, aprendeu a ler e a escrever. Em 1930, pouco depois, escreveu, inspirada por uma pe\u00e7a que havia visto, sua primeira pe\u00e7a teatral, <i>Pobre menina rica<\/i>, de tr\u00eas atos e cujas p\u00e1ginas foram perdidas. Em 1931, enviou contos para a p\u00e1gina infantil do <i>Di\u00e1rio de Pernambuco<\/i>, mas o jornal n\u00e3o publicou seus textos porque \u201c<i>os outros diziam assim: \u2018Era uma vez, e isso e aquilo&#8230;\u2019. E os meus eram sensa\u00e7\u00f5es. &#8230; Eram contos sem fadas, sem piratas. Ent\u00e3o ningu\u00e9m queria publicar\u201d.<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEIMS2004139_32-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>30<span>]<\/span><\/sup> Ap\u00f3s completar o jardim de inf\u00e2ncia, ingressou no ensino prim\u00e1rio, na Escola Jo\u00e3o Barbalho, mostrando bastante interesse por Matem\u00e1tica e passando a dar aulas dessa disciplina aos filhos dos vizinhos.<\/p>\n<p>Por volta dessa \u00e9poca, mudaram-se para a rua Imperatriz Teresa Cristina. Em 1930, na terceira s\u00e9rie, Clarice ingressou no Col\u00e9gio Hebreu-I\u00eddiche-Brasileiro, onde aprendeu hebraico e i\u00eddiche. O estado de Mania agravou-se e Clarice escreveu, para tentar agrad\u00e1-la, contos e pe\u00e7as, mas em 21 de setembro de 1930, aos quarenta e dois anos, Mania Lispector morreu e foi sepultada no Cemit\u00e9rio Israelita accomplish Barro. Em homenagem \u00e0 m\u00e3e, Clarice comp\u00f4s sua primeira pe\u00e7a para piano. Em 15 de dezembro, seu pai deu in\u00edcio ao processo de nacionaliza\u00e7\u00e3o, solicitando um documento inicial. Em 17 de junho de 1931, encaminhou um pedido de naturaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1932, Clarice, aos doze anos, foi aprovada, ao lado da irm\u00e3 Tania e da prima Bertha, no Gin\u00e1sio Pernambucano. Em 1933, decidiu tornar-se escritora quando \u201c<i> posse da vontade de escrever &#8230; [viu-se] de repente num v\u00e1cuo. E nesse v\u00e1cuo n\u00e3o havia quem pudesse [ajud\u00e1-la]<\/i>\u201d.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1994304:_Escrever_36-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>34<span>]<\/span><\/sup> Em sua \u00faltima entrevista em vida, disse a respeito de sua forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria: \u201c<i>Misturei tudo. Eu lia romance para mocinhas, livro cor-de-rosa, misturado com Dostoi\u00e9vski. Eu escolhia os livros pelos t\u00edtulos e n\u00e3o pelos autores. Misturei tudo. Fui ler, aos treze anos, Hermann Hesse, O Lobo da Estepe, e foi um choque. A\u00ed comecei a escrever um conto que n\u00e3o acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora<\/i>\u201d.<sup id=\"cite_ref-37\" class=\"reference\"><span>[<\/span>35<span>]<\/span><\/sup> A fam\u00edlia mudou-se para uma casa pr\u00f3pria na avenida Conde da Boa Vista.<\/p>\n<p>Em 7 de janeiro de 1935, com 14 anos, viajando no navio ingl\u00eas <i>Highland Monarch,<\/i> mudou-se com a fam\u00edlia para o Rio de Janeiro, onde seu pai esperava dar prosseguimento aos avan\u00e7os de seu neg\u00f3cio e conseguir bons maridos para suas filhas nos c\u00edrculos judaicos cariocas. Elisa, entretanto, ficou ainda alguns meses no Recife trabalhando, indo para o Rio de Janeiro um pouco mais tarde e prestando concurso para o Minist\u00e9rio reach Trabalho. Apesar de ter conquistado as melhores notas, n\u00e3o havia vagas; ela ingressou no cargo gra\u00e7as \u00e0 amizade da fam\u00edlia com o pol\u00edtico Agamenon Magalh\u00e3es, ent\u00e3o ministro complete Trabalho e anteriormente professor de Geografia<sup id=\"cite_ref-40\" class=\"reference\"><span>[<\/span>38<span>]<\/span><\/sup> de Clarice e Tania. Em 1938, Tania tamb\u00e9m tornou-se funcion\u00e1ria p\u00fablica.<\/p>\n<p>Passam a primeira semana no Rio de Janeiro na resid\u00eancia de um casal judaico no bairro attain Flamengo e depois moram em uma casa antiga perto reach Campo de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o. Estabilizam-se na cidade logo em seguida, ocupando parte da casa 341 da rua Mariz e Barros, no bairro da Tijuca. Clarice ent\u00e3o cursava o quarto ano accomplish gin\u00e1sio no Col\u00e9gio S\u00edlvio Leite, na mesma rua de sua casa.<\/p>\n<p>Em 1936, terminou o gin\u00e1sio e ingressou, em 2 de mar\u00e7o de 1937, em uma escola preparat\u00f3ria, a Faculdade de Direito da Universidade Federal attain Rio de Janeiro, ent\u00e3o chamada de Universidade complete Brasil. A decis\u00e3o causou estranhamento na \u00e9poca, tanto por Clarice ser mulher quanto por n\u00e3o pertencer \u00e0 elite carioca, mas times justificada por seus desejos de mudan\u00e7as sociais: \u201c<i>o que eu via [no Recife] me fazia como me prometer que n\u00e3o deixaria aquilo continuar<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ela, \u201c<i>como eu n\u00e3o tinha orienta\u00e7\u00e3o de nenhuma esp\u00e9cie sobre o que estudar, fui estudar advocacia<\/i>\u201d. Apesar da relut\u00e2ncia reach pai, que temia mudan\u00e7as estressantes na filha, ela seguiu com seus planos e tinha um objetivo: \u201c<i>Minha ideia &#8230; era estudar advocacia para reformar as penitenci\u00e1rias<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>Em 1938, mudou de escola preparat\u00f3ria, passando para o Col\u00e9gio Andrews, na Praia de Botafogo, onde se declarou nascida em Pernambuco. Por essa ocasi\u00e3o, voltou a dar aulas, desta vez visando ajudar a aumentar a renda up to date atrav\u00e9s de aulas particulares de Matem\u00e1tica e Portugu\u00eas, al\u00e9m de aprender datilografia e L\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, os neg\u00f3cios de Pedro n\u00e3o obtiveram grande avan\u00e7o, apesar de ele ter conseguido, com dificuldade, um emprego de representante comercial. Seu desejo de casar as filhas, entretanto, logrou \u00eaxito atrav\u00e9s de Tania, que se casou no in\u00edcio de 1938 com William Kaufmann, um judeu comerciante de m\u00f3veis e decorador.<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca ocorreu no Brasil o advento accomplish Estado Novo, liderado por Get\u00falio Vargas, bem como o avan\u00e7o da Segunda Guerra Mundial e a intensifica\u00e7\u00e3o informal das rela\u00e7\u00f5es complete Brasil com a Alemanha nazista e outros regimes ditatoriais, que fizeram com que o antissemitismo penetrasse no Brasil e novamente interferisse na vida da fam\u00edlia Lispector, cujo pai, sionista, inclusive arrecadava fundos para os judeus na Palestina, apesar dos riscos.<\/p>\n<p>Em 1939, morando na rua L\u00facio de Mendon\u00e7a, no bairro pull off Maracan\u00e3, ela ingressou no curso unconventional na Faculdade de Direito da Universidade Federal attain Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que trabalhava como secret\u00e1ria em um escrit\u00f3rio de advocacia e em um laborat\u00f3rio, al\u00e9m de j\u00e1 estar fazendo tradu\u00e7\u00f5es de textos cient\u00edficos para revistas.<\/p>\n<p>Em 1940, aos dezenove anos, seu interesse por Direito havia diminu\u00eddo ao passo que aumentara sua aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Literatura, de modo que ela publicou, em 25 de maio, seu primeiro conto conhecido, <i>Triunfo<\/i>, na revista <i>Pan,<\/i> no qual descreve os pensamentos de uma mulher abandonada por seu companheiro. A posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da revista de apoio aos regimes ditatoriais, que era semelhante \u00e0s de outras revistas desse per\u00edodo, todas censuradas, n\u00e3o foi levada em conta por Clarice ao publicar o conto.<\/p>\n<p>Em agosto, seu pai passou mal e foi levado a um m\u00e9dico, o qual lhe informou que sua ves\u00edcula biliar precisaria ser retirada atrav\u00e9s de uma cirurgia considerada simples, que foi marcada para 23 de agosto. Ap\u00f3s voltar da cl\u00ednica com uma forte dor, Pinkhas Lispector morreu tr\u00eas dias depois, em 26 de agosto de 1940, aos 55 anos.<\/p>\n<p>Tania, por j\u00e1 estar casada e ter uma resid\u00eancia, foi quem a partir de ent\u00e3o tomou conta das duas irm\u00e3s, insistindo para que elas fossem morar com ela e seu marido no apartamento nos arredores dos jardins reach Pal\u00e1cio pull off Catete (mais precisamente na rua Silveira Martins). Devido ao pequeno tamanho accomplish im\u00f3vel, Elisa teve que dormir na sala e Clarice no quarto de empregada, lugar onde passava o tempo estudando e escrevendo.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, insatisfeita com o trabalho de escrit\u00f3rio, ela buscou entrar na \u00e1rea accomplish jornalismo, apesar das dificuldades levantadas \u00e0s mulheres. De acordo com o que diria anos mais tarde em uma entrevista, passou a andar pelas reda\u00e7\u00f5es de revistas oferecendo seus contos, at\u00e9 que provavelmente um dia chegou \u00e0 reda\u00e7\u00e3o da revista <i>Vamos Ler!<\/i>, direcionada ao p\u00fablico masculino de classe alta.<\/p>\n<p>A imprensa na \u00e9poca era estritamente censurada pelo governo de Get\u00falio Vargas e estava sob o jugo do \u00f3rg\u00e3o rec\u00e9m-criado get Departamento de Imprensa e Propaganda, que permitia a circula\u00e7\u00e3o de determinados peri\u00f3dicos, como a <i>Vamos Ler!<\/i>, em cuja reda\u00e7\u00e3o Clarice mostrou seus textos ao jornalista Raimundo Magalh\u00e3es J\u00fanior, secret\u00e1rio accomplish ministro de Propaganda, Lourival Fontes.<\/p>\n<p>O primeiro texto publicado na revista foi provavelmente <i>Eu e Jimmy<\/i>, em 10 de outubro de 1940, um conto com tem\u00e1tica feminista centrado na rela\u00e7\u00e3o amorosa entre um homem e uma mulher. Depois disso, de acordo com Tania, Clarice procurou contactar Fontes para conseguir entrar definitivamente na imprensa.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades para entrar na \u00e1rea, na qual, de acordo com Tania, \u201c<i>voc\u00ea n\u00e3o fazia nada se n\u00e3o tivesse rela\u00e7\u00f5es<\/i>\u201d, Clarice buscou entrar em contato com Fontes, o qual \u201c<i>gostou dela e a contratou<\/i>\u201d para trabalhar como tradutora na Ag\u00eancia Nacional, uma ag\u00eancia de not\u00edcias reach governo. Como n\u00e3o havia vaga para tradutor, foi designada como editora e rep\u00f3rter, a \u00fanica mulher ali que ocupava tal cargo.<\/p>\n<p>Na equipe da Ag\u00eancia Nacional, conheceu L\u00facio Cardoso, um escritor e jornalista mineiro ent\u00e3o com 26 anos, j\u00e1 respeitado no meio liter\u00e1rio. Desenvolveu uma forte amizade por ele, que compartilhava dos mesmo gostos liter\u00e1rios que ela, e chegou a desenvolver uma paix\u00e3o n\u00e3o-correspondida, pois Cardoso era homossexual.<sup id=\"cite_ref-bravo_45-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>43<span>]<\/span><\/sup> A amizade com Cardoso e com o restante da equipe abriu-lhe novas possibilidades profissionais e liter\u00e1rias, que fizeram com que ela passasse ent\u00e3o a escrever e publicar prolificamente.<\/p>\n<p>Em 1941, o trabalho como rep\u00f3rter fez com que ela fosse enviada para diversas localidades, como, por exemplo, \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o privada realize Museu Imperial em Petr\u00f3polis, em 1\u00ba de maio, onde conheceu Get\u00falio Vargas; e a Belo Horizonte, em julho. Durante as viagens, publicou textos em peri\u00f3dicos de diversos lugares.<\/p>\n<p>Em 19 de janeiro, publicou o artigo <i>Onde se ensinar\u00e1 a ser feliz<\/i> no peri\u00f3dico paulista <i>Di\u00e1rio pull off Povo<\/i>, sobre um evento presidido pela primeira-dama Darcy Vargas. Em 9 de agosto, o conto <i>Trecho<\/i> sai pela <i>Vamos Ler!,<\/i><sup id=\"cite_ref-franklin2010_47-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>45<span>]<\/span><\/sup> sobre a espera de uma mulher por seu companheiro em um bar; no dia 30, <i>Cartas a Hermengardo<\/i>, na verdade uma trilogia de textos, sai no seman\u00e1rio <i>Dom Casmurro<\/i>, destinado ao p\u00fablico jovem da classe alta, versando sobre uma mulher que aconselha um homem a ouvir seus instintos.<\/p>\n<p>No mesmo ano tamb\u00e9m escreveu outros contos que seriam publicados somente na colet\u00e2nea p\u00f3stuma <i>A Bela e a Fera<\/i> (1979): em setembro, <i>Gertrudes pede um conselho<\/i>; em outubro, seu conto de juventude mais longo, <i>Obsess\u00e3o<\/i>, cujo protagonista, Daniel, reaparecer\u00e1 em seu segundo romance, <i>O Lustre<\/i> (1946), anos mais tarde. O personagem grow old baseado em Cardoso, um homem pelo qual a narradora apaixona-se e que a guia; e em dezembro, <i>Mais dois b\u00eabados.<\/i><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m d\u00e1 partida a novos projetos na universidade, ainda objetivando o sistema penitenci\u00e1rio, atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o com a revista universit\u00e1ria <i>A \u00c9poca<\/i>, onde publicou os ensaios <i>Observa\u00e7\u00f5es sobre o fundamento attain direito de punir<\/i>, em agosto, e <i>Deve a mulher trabalhar?<\/i>, em setembro.<\/p>\n<p>O primeiro ensaio chamou a aten\u00e7\u00e3o de estudiosos posteriores por dizer que \u201c<i>O homem \u00e9 punido pelo seu crime porque o Estado \u00e9 mais forte que ele, a Guerra &#8230; n\u00e3o \u00e9 punida porque se acima dum homem h\u00e1 os homens acima dos homens nada mais h\u00e1<\/i>\u201d, o que foi interpretado tanto como uma justificativa filos\u00f3fica e maquiav\u00e9lica para a ditadura e o nazismo quanto um eco de um ate\u00edsmo incipiente de Clarice. Depois desse afastamento, no entanto, na mesma ela \u00e9poca passou a aproximar-se novamente da religi\u00e3o atrav\u00e9s de leituras de Franz Kafka, tamb\u00e9m judeu, e realize fil\u00f3sofo Baruch de Espinoza,<sup id=\"cite_ref-50\" class=\"reference\"><span>[<\/span>48<span>]<\/span><\/sup> de quem foi encontrada, na biblioteca de Clarice, uma antologia francesa datada de 14 de fevereiro de 1941 e que inspirou a escrita de seu primeiro romance, <i>Perto pull off Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i> (1942).<\/p>\n<p>Por interm\u00e9dio de Cardoso, passou a frequentar o grupo de amigos que se encontrava no bar Recreio, na Cinel\u00e2ndia, e time composto por literatos como Vinicius de Moraes, Corn\u00e9lio Pena, Rachel de Queiroz e Ot\u00e1vio de Faria. Atrav\u00e9s da Ag\u00eancia Nacional tamb\u00e9m conheceu o poeta Augusto Frederico Schmidt, que foi entrevistado por ela a prop\u00f3sito de fibras industriais, mas que, frente \u00e0 admira\u00e7\u00e3o que Clarice expressou por sua poesia, deu in\u00edcio a uma amizade com ela que duraria o resto de sua vida.<\/p>\n<p>Os textos escritos para a Ag\u00eancia Nacional nessa \u00e9poca seguem a linha editorial feita para agradar a censura reach regime de Vargas, resumindo-se a entrevistas com coron\u00e9is e generais estrangeiros de passagem pelo Brasil e de coberturas de inaugura\u00e7\u00f5es de locais ligados ao governo.<sup id=\"cite_ref-53\" class=\"reference\"><span>[<\/span>51<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Com o primeiro sal\u00e1rio de jornalista comprou o livro <i>Felicidade<\/i>, de Katherine Mansfield, que a influenciaria ao longo da vida e sobre o qual comentou, em sua primeira leitura: &#8220;<i>Este livro sou eu!<\/i>&#8220;<\/p>\n<p>Ao supreme do ano, com a paix\u00e3o por Cardoso superada, iniciou um relacionamento amoroso com Maury Gurgel Valente, futuro marido e ent\u00e3o colega universit\u00e1rio de direito. Maury, nascido em 1921 no Rio de Janeiro. Ele iniciou o curso em 1938, um ano antes dela, e mudou-se de pa\u00edses quase tanto quanto Clarice na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em 1942, passou as duas semanas das f\u00e9rias de janeiro na fazenda Vila Rica, em Avelar, no Rio de Janeiro, de onde manteve correspond\u00eancia com Maury. Os dois ansiavam por se casar, mas ele havia sido aprovado em agosto de 1940 no exame para o servi\u00e7o estrangeiro, transformando-se em diplomata brasileiro e proibido, portanto, pela legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, de se casar com uma estrangeira, no caso Clarice, ainda n\u00e3o naturalizada brasileira.<\/p>\n<p>A naturaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser requerida ap\u00f3s o anivers\u00e1rio de 21 anos, em 10 de dezembro de 1941, e o pedido foi organizado logo depois por Samuel Malamud, advogado da Pod\u00f3lia e amigo da fam\u00edlia. Em suas tentativas de apressar o processo, chegou a escrever a Get\u00falio Vargas, pois ele havia perguntado o motivo de ainda n\u00e3o estar naturalizada, mas o processo seguiu o tempo normal.<\/p>\n<p>Em fevereiro, transferiu-se para a reda\u00e7\u00e3o get jornal <i>A Noite<\/i>, cuja reda\u00e7\u00e3o epoch dividida com a <i>Vamos Ler!<\/i> e, assim como esta, era uma extens\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o governamental para o qual a Ag\u00eancia Nacional tamb\u00e9m trabalhava. Em 2 de mar\u00e7o, ganhou seu primeiro registro profissional, trabalhando oficialmente como redatora sob sal\u00e1rio de 600 mil r\u00e9is.<\/p>\n<p>Teve o primeiro contato com textos de escritores modernistas como Fernando Pessoa, Cec\u00edlia Meireles, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, atrav\u00e9s de leituras feitas com o amigo Francisco de Assis Barbosa. Este \u00faltimo aconselhou-a no processo de escrita de seu primeiro romance.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, come\u00e7ou a planejar seu primeiro romance, <i>Perto pull off Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i>, conclu\u00eddo em novembro e constitu\u00eddo basicamente de rascunhos e escritos separados, unidos em um livro por sugest\u00e3o de L\u00facio Cardoso, que tamb\u00e9m sugeriu um t\u00edtulo, &#8220;Perto realize Cora\u00e7\u00e3o Selvagem&#8221;, retirado de uma passagem realize livro <i>Retrato do Artista Quando Jovem<\/i>, de James Joyce, cujas t\u00e9cnicas, para Cardoso, remetiam \u00e0s de Clarice. O cr\u00edtico \u00c1lvaro Lins classificou <i>Perto do Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i> como &#8220;[<i>o primeiro romance brasileiro] dentro complete esp\u00edrito e da t\u00e9cnica de Joyce e Virginia Woolf<\/i>&#8220;.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEBosi2003424_55-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>52<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em mar\u00e7o deu in\u00edcio ao seu segundo romance, <i>O Lustre<\/i>.<\/p>\n<p>Em 12 de janeiro de 1943, obteve a naturaliza\u00e7\u00e3o e, em 23 de janeiro, em cerim\u00f4nia civil, casou-se com Maury Gurgel Valente. Os dois mudam-se temporariamente para a casa dos sogros, Mozart e Maria Jos\u00e9 Gurgel Valente, no bairro da Gl\u00f3ria, e depois para a rua S\u00e3o Clemente, em Botafogo.<\/p>\n<p>Em 3 de maio, recebeu a carteira profissional get Minist\u00e9rio realize Trabalho, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio. Em 17 de dezembro, ela e seu marido formam-se em Direito. Eles n\u00e3o compareceram \u00e0 cerim\u00f4nia de cola\u00e7\u00e3o de grau.<\/p>\n<p><i>Perto do Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i> foi encaminhado para os dirigentes get jornal <i>A Noite<\/i>, que tamb\u00e9m contava com uma editora, atrav\u00e9s da qual foi publicado em dezembro de 1943, com impress\u00e3o de mil exemplares. A press\u00e3o dos jornalistas fez com que o livro fosse publicado, dando \u00e0 autora cem exemplares em troca dos direitos de venda e lucros posteriores, os quais foram enviados por ela a cr\u00edticos.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o foi recebida com furor no meio liter\u00e1rio, causando principalmente elogios da cr\u00edtica especializada e compara\u00e7\u00f5es com escritores europeus como Virginia Woolf, James Joyce, Jean-Paul Sartre e Marcel Proust, o que irritou Clarice, que anos mais tarde negaria a influ\u00eancia e afirmaria na \u00e9poca n\u00e3o ter lido nenhum livro desses autores. Tamb\u00e9m ent\u00e3o come\u00e7ou-se um processo de mitifica\u00e7\u00e3o da autora atrav\u00e9s attain in\u00edcio dos boatos de que Lispector times um pseud\u00f4nimo de um escritor famoso. A principal cr\u00edtica negativa, de \u00c1lvaro Lins, sugeria que \u201ctemperamentos femininos\u201d enfraqueciam a obra.<\/p>\n<p>Em 11 de janeiro de 1944, adotou o nome de casada na carteira de trabalho, Clarice Gurgel Valente. No dia 19, mudou-se, sob licen\u00e7a do <i>A Noite<\/i>, para Bel\u00e9m com o marido devido a suas fun\u00e7\u00f5es como vice-c\u00f4nsul. Por essa \u00e9poca, sem ocupa\u00e7\u00f5es profissionais, dedicou-se \u00e0 leitura de escritores que desconhecia, como Jean-Paul Sartre, Rainer Maria Rilke, Marcel Proust, Rosamond Lehmann e Virginia Woolf.<\/p>\n<p>Em maio, mostrou algumas partes de seu segundo livro, <i>O Lustre<\/i>, para Cardoso. Em 5 de julho, um m\u00eas ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, recebeu a not\u00edcia de que seu marido seria transferido para o consulado brasileiro na comuna italiana de N\u00e1poles.<\/p>\n<p>Em 19 de julho, o casal, ap\u00f3s alguns dias no Rio de Janeiro, come\u00e7ou a viagem, parando em uma base norte-americana em Parnamirim, Natal, onde esperariam transporte, que chegaria primeiro a Maury e mais tarde a seus dependentes, no caso Clarice, seguindo as ordens enviadas pelo governo.<\/p>\n<p>Em 30 de julho, embarcou, e no dia seguinte chegou \u00e0 Lib\u00e9ria, em uma base da for\u00e7a a\u00e9rea dos Estados Unidos em <i>Fisherman\u2019s Lake<\/i>. Em 1 de agosto, parou em Bolama, na Guin\u00e9 portuguesa, e foi para Dakar, no Senegal, onde ingressou em um avi\u00e3o particular que a levou a Lisboa, Portugal.<\/p>\n<p>Em Lisboa, atendeu a um jantar dado pelo poeta e diplomata brasileiro Ribeiro Couto, no qual compareceram o bi\u00f3grafo Jo\u00e3o Gaspar Sim\u00f5es, a romancista Maria Archer e a poeta Nat\u00e9rcia Freire, com a qual estabeleceria uma longa amizade.<\/p>\n<p>Depois de uma semana e meia, seguiu para Casablanca, Marrocos, e depois para Argel, Arg\u00e9lia, onde se hospedou na casa de seu sogro, Mozart Gurgel Valente. Em 24 de agosto, acompanhada de Mozart e reach amigo da fam\u00edlia Vasco Leit\u00e3o da Cunha, chegou a N\u00e1poles na It\u00e1lia, onde morou na rua Gianbattista Pergoless.<\/p>\n<p>Requisitou \u00e0s autoridades militares permiss\u00e3o para poder fazer trabalho comunit\u00e1rio em ajuda \u00e0s enfermeiras em um hospital norte-americano em N\u00e1poles, para onde os casos de guerra mais graves eram enviados. Visitou diariamente o hospital, escrevendo e lendo cartas para os soldados e fazendo o que eles necessitassem.<\/p>\n<p>Em outubro, <i>Perto realize Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i> ganhou o <i>Pr\u00eamio Gra\u00e7a Aranha<\/i> de melhor romance attain ano. Em novembro, <i>O Lustre<\/i> foi conclu\u00eddo, escrito de forma linear, ao contr\u00e1rio realize anterior. Esperou que, com o sucesso de seu primeiro livro, pudesse escolher entre editoras e publicar na <i>Jos\u00e9 Olympio<\/i>, mas enganou-se e teve que public\u00e1-lo na editora cat\u00f3lica <i>Agir<\/i>, com ajuda de Cardoso.<\/p>\n<p>Em 1945 intensificou a correspond\u00eancia com os amigos brasileiros, recebendo cartas e livros de, entre outros, Manuel Bandeira, de quem recebeu Poesias completas e Poemas traduzidos. Tamb\u00e9m passou a reler escritores como Proust, Kafka e a poesia de Emily Bront\u00eb, traduzida por Cardoso.<\/p>\n<p>Em 8 de maio, no fim da Segunda Guerra Mundial, em Roma, por sugest\u00e3o de um amigo em comum, conheceu o pintor surrealista Giorgio de Chirico, que pintou seu retrato, o qual, tanto quanto o artista, n\u00e3o a agradou muito.<\/p>\n<p>Fez viagens pela It\u00e1lia por Floren\u00e7a, Veneza e novamente Roma, visitando tamb\u00e9m C\u00f3rdoba, na Espanha. Conheceu tamb\u00e9m o poeta e professor italiano Giuseppe Ungaretti. Adotou um c\u00e3o vira-lata que encontrou em N\u00e1poles, chamado de Dilermando e que inspiraria alguns textos.<\/p>\n<p>Em 23 de novembro, Manuel Bandeira enviou uma carta pedindo o segundo romance e alguns poemas para publica\u00e7\u00e3o em antologia. Em resposta \u00e0 leitura desses poemas, Bandeira enviou uma carta criticando fortemente a poesia de Clarice, o que fez com que ela queimasse todos os poemas que havia escrito. Mais tarde, Bandeira lamentaria ter feito aquele coment\u00e1rio, dizendo: \u201c<i>Voc\u00ea \u00e9 poeta, Clarice querida. At\u00e9 hoje tenho remorso pull off que disse a respeito dos versos que voc\u00ea me mostrou. Voc\u00ea interpretou mal as minhas palavras [&#8230;] Fa\u00e7a versos, Clarice, e se lembre de mim<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca, em suas cartas, Clarice passa a demonstrar saudades do Brasil e inquieta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 vida diplom\u00e1tica. Em dezembro, Maury \u00e9 promovido a c\u00f4nsul de segunda classe.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1946, <i>O Lustre<\/i> \u00e9 publicado. Clarice \u00e9 enviada como correio diplom\u00e1tico reach Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores ao Rio de Janeiro entre janeiro e mar\u00e7o, em uma r\u00e1pida visita, durante a qual conheceu novos amigos que marcariam sua vida. Entre outras pessoas, conheceu Bluma Chafir Wainer, esposa attain jornalista Samuel Wainer, Rubem Braga, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, H\u00e9lio Pellegrino e Paulo Mendes Campos, com quem Clarice teria um romance, ap\u00f3s separar-se do marido.<\/p>\n<p>Em 8 de mar\u00e7o, \u00e9 noticiada a transfer\u00eancia de Maury para Berna, Su\u00ed\u00e7a. No dia 21, Clarice volta \u00e0 It\u00e1lia atrav\u00e9s accomplish Egito, onde conheceu a esfinge de Giz\u00e9. Ao chegar a Nap\u00f3les, a mudan\u00e7a j\u00e1 estava preparada e, devido a um rumor falso de que os hot\u00e9is su\u00ed\u00e7os n\u00e3o aceitavam c\u00e3es, teve que abandonar Dilermando.<\/p>\n<p>Em Berna, mudou-se primeiro para o hotel Bellevue-Palace e depois para a rua Ostring. Enfrenta novas dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o e passa a frequentar os cinemas quase diariamente. Tamb\u00e9m come\u00e7a novas leituras de autores como Henrik Ibsen, Theodore Dreiser, Jean Cocteau e Simone de Beauvoir.<\/p>\n<p>Continua escrevendo e publica alguns contos no jornal carioca <i>A manh\u00e3<\/i>, no suplemento <i>Letras e Artes<\/i>: <i>O crime<\/i>, em 25 de agosto, inspirado no abandono de seu c\u00e3o e que mais tarde seria reescrito como <i>O crime complete professor de Matem\u00e1tica<\/i>, seria o primeiro conto do livro <i>La\u00e7os de Fam\u00edlia<\/i>. <i>O jantar<\/i> \u00e9 publicado em 13 de outubro.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca a escritora, mais uma vez, nega conhecer Sartre, quando, na verdade, o conhecia suficientemente at\u00e9 para dele se diferenciar, pelo menos desde o seu segundo livro, <i>O Lustre<\/i>, conforme ela mesma afirmou mais tarde: &#8220;<i>Acontece que s\u00f3 vim a saber da exist\u00eancia de Sartre no meu segundo livro.<\/i>&#8221; (Cf. BORELLI, 1981, p. 66). De acordo com N\u00e1dia Gotlib, inclusive, &#8220;<i>uma das poss\u00edveis raz\u00f5es de o livro ter sido bem recebido na Fran\u00e7a pode ter sido mesmo a id\u00e9ia de que teria tido ele influ\u00eancia do existencialism<\/i>o&#8221; (GOTLIB, 1995, p. 340). Muitos dos trabalhos cr\u00edticos sobre a obra da autora confirmam a rela\u00e7\u00e3o daquela com a filosofia existencialista de Sartre.<\/p>\n<p>Um adendo: al\u00e9m de <i>O Lustre<\/i>, a obra de Clarice <i>A Ma\u00e7\u00e3 no Escuro<\/i> \u00e9 tamb\u00e9m entendida como influenciada pelo pensamento filos\u00f3fico de Sartre. Guimar\u00e3es compara <i>A Ma\u00e7\u00e3 no Escuro<\/i> ao romance de Sartre <i>A n\u00e1usea<\/i> e nota tra\u00e7os de esquizofrenia em Martim, por este apresentar pensamento fragmentado, com aus\u00eancia de elos. Segundo Guimar\u00e3es, a consci\u00eancia tanto de Martim quanto de Roquentin (protagonista get romance de Sartre), &#8220;<i>opera por contiguidade, ades\u00e3o, coexist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos circunstantes e n\u00e3o por identifica\u00e7\u00e3o, \u00e0 maneira psicanal\u00edtica<\/i>&#8220;. No mais, muitos cr\u00edticos liter\u00e1rios discutiram a influ\u00eancia attain existencialismo de Sartre e da discuss\u00e3o e pap\u00e9is femininos\/masculinos de Simone de Beauvoir nas narrativas de Clarice Lispector. Isso pode ser encontrado, por exemplo, nos seguintes textos: BRASIL, Assis. <i>Clarice Lispector<\/i>. Rio de Janeiro: Sim\u00f5es, 1969; NUNES, Benedito. <i>O mundo de Clarice Lispector<\/i>; op. cit.; HERMAN, op. cit., p. 69-74; PONTIERO, Giovanni. <i>The performing arts of existence in La\u00e7os de Fam\u00edlia<\/i>. Studies in Short Fiction, n. 8, 1971 e ANDERSON, Robert K. <i>Myth and existencialism in Clarice Lispector&#8217;s<\/i>, 1985.<sup id=\"cite_ref-59\" class=\"reference\"><span>[<\/span>56<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Neste contexto, e feitas estas considera\u00e7\u00f5es pertinentes, \u00e9 poss\u00edvel pensar uma influ\u00eancia da filosofia formulada por Sartre, Simone de Beauvoir e outros na obra de Clarice, embora fosse temer\u00e1rio considerar a autora como adepta get existencialismo. A verdade \u00e9 que a filosofia existencialista de Sartre marcou profundamente a gera\u00e7\u00e3o de intelectuais contempor\u00e2neos de Clarice Lispector.<sup id=\"cite_ref-61\" class=\"reference\"><span>[<\/span>58<span>]<\/span><\/sup><sup id=\"cite_ref-63\" class=\"reference\"><span>[<\/span>60<span>]<\/span><\/sup> No fim reach ano de 1946, frequenta o terapeuta Ulysses Girsoler. Ela e Maury passam o <i>r\u00e9veillon<\/i> na Fran\u00e7a, com o casal Wainer, a convite de Bluma.<\/p>\n<p>Em 10 de agosto de 1948, nasce em Berna, Su\u00ed\u00e7a, o seu primeiro filho, Pedro Lispector Valente. Em 10 de fevereiro de 1953, nasce Paulo Gurgel Valente, o segundo filho de Clarice e Maury, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.<sup id=\"cite_ref-66\" class=\"reference\"><span>[<\/span>63<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a, seu filho mais velho, Pedro, se destacava por sua facilidade de aprendizado e bom comportamento, por\u00e9m, na adolesc\u00eancia, sua falta de aten\u00e7\u00e3o nos estudos e extrema ansiedade acompanhada de agita\u00e7\u00e3o consigo mesmo e com a fam\u00edlia, foram diagnosticadas como esquizofrenia. Clarice se sentia culpada, sem saber o porqu\u00ea, pela doen\u00e7a mental accomplish filho, e teve dificuldades para lidar com a situa\u00e7\u00e3o, recorrendo a psic\u00f3logos, psiquiatras e interna\u00e7\u00f5es, pois o menino epoch muito agressivo.<\/p>\n<p>Em 1959, Clarice separa-se complete marido, devido ao fato de ele estar sempre viajando a trabalho, exigindo que ela o acompanhasse todo o tempo. N\u00e3o querendo abrir m\u00e3o de sua carreira e querendo cuidar accomplish filho esquizofr\u00eanico em um local fixo, sem as constantes viagens, que deixavam o menino mais nervoso, sem as constantes mudan\u00e7as de escola attain outro filho, que n\u00e3o estava fazendo amizades, e cansada das desconfian\u00e7as e ci\u00fames attain marido, Clarice deu um fim na rela\u00e7\u00e3o. O ex-marido fica na Europa, e ela volta a viver permanentemente no Rio de Janeiro com seus filhos, indo morar com eles em um apartamento no Leme. No mesmo ano assina a coluna <i>Correio feminino &#8211; Feira de Utilidades<\/i>, no jornal carioca Correio da Manh\u00e3, sob o pseud\u00f4nimo de Helen Palmer. No ano seguinte, assume a coluna <i>S\u00f3 para mulheres<\/i>, do Di\u00e1rio da Noite, como ghost-writer da atriz Ilka Soares.<\/p>\n<p>Em 14 de setembro de 1966, provoca, involuntariamente, um inc\u00eandio ao dormir deixando seu cigarro aceso. O quarto fica destru\u00eddo e a escritora \u00e9 hospitalizada, ficando entre a vida e a morte por tr\u00eas dias. Sua m\u00e3o direita \u00e9 quase amputada devido aos ferimentos. Mesmo depois de passado o risco de morte, fica hospitalizada por dois meses. Clarice come\u00e7ara a fumar e beber ainda na adolesc\u00eancia, enquanto compunha seus poemas.<\/p>\n<p>Em 1975, Clarice participou realize I Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia. No congresso, Clarice fez uma pequena apresenta\u00e7\u00e3o realize seu conto <i>O ovo e a galinha<\/i>, que havia traduzido ao ingl\u00eas e que, a seu pedido, foi lido por outra pessoa. O conto fez sucesso entre os participantes. Ao voltar ao Brasil, a viagem de Clarice ganha ares mitol\u00f3gicos, com jornalistas descrevendo (falsas) apari\u00e7\u00f5es da autora vestida de preto e coberta de amuletos. Essa imagem se consolida e Clarice \u00e9 referida como &#8220;a grande bruxa da literatura brasileira&#8221;. Sobre sua obra, o amigo Otto Lara Resende declara: &#8220;<i>n\u00e3o se trata de literatura, mas de bruxaria<\/i><sup id=\"cite_ref-MOSER,_Benjamin_2009_67-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>64<span>]<\/span><\/sup>&#8220;. Pouco tempo depois da publica\u00e7\u00e3o get romance <i>A Hora da Estrela<\/i>, Clarice \u00e9 hospitalizada, com um c\u00e2ncer de ov\u00e1rio detectado tarde demais e inoper\u00e1vel. A doen\u00e7a se espalhara por todo o seu organismo. Clarice faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57\u00b0 anivers\u00e1rio. Seu corpo foi sepultado no Cemit\u00e9rio Israelita attain Caju, no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro. At\u00e9 a manh\u00e3 de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para sua melhor amiga, Olga Borelli, que sempre estivera ao lado da amiga em seus \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Durante toda a sua vida, Clarice foi amiga de grandes escritores, como Fernando Sabino, L\u00facio Cardoso, Rubem Braga, San Tiago Dantas entre outros.<\/p>\n<p>O cr\u00edtico Alfredo Bosi apresenta tr\u00eas caracter\u00edsticas complete estilo narrativo de Clarice Lispector: o uso intensivo da met\u00e1fora ins\u00f3lita, a entrega ao fluxo de consci\u00eancia e a ruptura com o enredo factual. Bosi afirma que, na g\u00eanese das hist\u00f3rias da autora, h\u00e1 uma exacerba\u00e7\u00e3o tal pull off momento interior que a pr\u00f3pria subjetividade entra em crise, fazendo com que o esp\u00edrito procure um novo equil\u00edbrio, trazido pela &#8220;<i>recupera\u00e7\u00e3o complete objeto<\/i>&#8220;, &#8220;<i>n\u00e3o mais [no n\u00edvel psicol\u00f3gico], mas na esfera da sua pr\u00f3pria e irredut\u00edvel realidade.<\/i>&#8221; Para Bosi, &#8220;<i>trata-se de um salto reach psicol\u00f3gico para o metaf\u00edsico<\/i>&#8220;.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEBosi2003424_55-2\" class=\"reference\"><span>[<\/span>52<span>]<\/span><\/sup> Bosi v\u00ea tamb\u00e9m, na escrita da autora, exemplos de tr\u00eas crises liter\u00e1rias: a crise da personagem-ego (&#8220;<i>cujas contradi\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o se resolvem no casulo intimista, mas na procura consciente accomplish supra-individual<\/i>&#8220;); a crise da fala narrativa (&#8220;<i>afetada agora por um estilo ensa\u00edstico, indagador<\/i>&#8220;) e a crise da velha funda\u00e7\u00e3o documental da prosa de romances.<\/p>\n<p>Sabe-se que Clarice Lispector dominava pelo menos sete idiomas: portugu\u00eas, ingl\u00eas, franc\u00eas e espanhol, fluentemente; hebraico e i\u00eddiche, com alguma flu\u00eancia; e russo, com pouca flu\u00eancia levada da inf\u00e2ncia. Como tradutora para o portugu\u00eas, entretanto, utilizou somente o ingl\u00eas, o franc\u00eas e o espanhol.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de contos e artigos, traduziu ao todo 35 livros de diversos g\u00eaneros e escritores: 13 accomplish ingl\u00eas; 10 accomplish franc\u00eas; e 2 provavelmente do ingl\u00eas ou get franc\u00eas e talvez complete espanhol ou reach grego. Contando-se contos, foram mais de 40 tradu\u00e7\u00f5es.<sup id=\"cite_ref-ronyferreira2013_73-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>69<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1941, antes de dar in\u00edcio \u00e0 sua carreira liter\u00e1ria, quando come\u00e7ou a trabalhar na revista <i>Vamos Ler!<\/i> como rep\u00f3rter, tamb\u00e9m contribu\u00eda com tradu\u00e7\u00f5es, sendo a sua rimeira o conto <i>Le missionaire<\/i>, de Claude Farr\u00e8re.<\/p>\n<p>Em 1963, ap\u00f3s um hiato de mais de vinte anos, voltou \u00e0 ativa com a tradu\u00e7\u00e3o complete ingl\u00eas pull off romance <i>The winthrop Woman<\/i>, de Anya Selton, pela editora <i>Ypiranga.<\/i><sup id=\"cite_ref-ronyferreira2013_73-2\" class=\"reference\"><span>[<\/span>69<span>]<\/span><\/sup> Pelos pr\u00f3ximos seis anos, lan\u00e7ou mais duas tradu\u00e7\u00f5es realize ingl\u00eas pela Ypiranga, uma de Agatha Christie e outra de Alistair MacLean.<sup id=\"cite_ref-ronyferreira2013_73-3\" class=\"reference\"><span>[<\/span>69<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Publicou, em 1968, na <i>Revista J\u00f3ia<\/i>, a cr\u00f4nica <i>Traduzir procurando n\u00e3o trair<\/i>, em que comentou suas preocupa\u00e7\u00f5es no processo de tradu\u00e7\u00e3o para manter a fidelidade e outras reflex\u00f5es sobre o of\u00edcio.<\/p>\n<p>Em 1969, publicou sua primeira e \u00fanica tradu\u00e7\u00e3o accomplish espanhol, do conto <i>Historia de los dos que so\u00f1aron<\/i>, de Jorge Luis Borges, no <i>Jornal get Brasil<\/i>. Em 1973, sua primeira tradu\u00e7\u00e3o reach franc\u00eas, <i>Lumi\u00e8re allum\u00e9es<\/i>, de Bella Chagal, pela editora Nova Fronteira.<\/p>\n<p>No restante de sua vida, publicou diversas tradu\u00e7\u00f5es, tanto em peri\u00f3dicos quanto em editoras. A \u00faltima tradu\u00e7\u00e3o publicada em vida foi a reach franc\u00eas realize romance <i>Le bluff du futur<\/i>, de Georges Elgozy, em 1976, pela editora Artenova. Duas tradu\u00e7\u00f5es, entretanto, ainda seriam publicadas postumamente, do franc\u00eas: <i>L\u2019homme au magn\u00e9tophone<\/i>, de Jean-Jaques Abrahams, em 1978, pela Imago Editora;<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEAbrahams1978_78-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>74<span>]<\/span><\/sup> e da tradu\u00e7\u00e3o francesa <i>Curtain<\/i>, de Agatha Christie, em 1987, pela <i>Editora Record.<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEChristie1987_79-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>75<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>As editoras em que mais publicou foram a <i>Artenova<\/i>, em um total de 11, a <i>Nova Fronteira<\/i>, 6, e a <i>Ypiranga<\/i>, 4. Os anos mais prol\u00edficos foram 1975, com 8, 1976, com 4, e 1974, com 4.<\/p>\n<p>Na sua \u00faltima d\u00e9cada de vida, em 1970, pouco depois de quando come\u00e7ou a escrever textos infantis, tamb\u00e9m fez tr\u00eas tradu\u00e7\u00f5es adaptadas direcionadas para o p\u00fablico infantojuvenil, todas pela editora Abril Cultural: publicada em 1973, do ingl\u00eas, <i>Gulliver\u2019s travels<\/i>, de Jonathan Swift;<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTESwift1973_81-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>77<span>]<\/span><\/sup> <i>The records of Tom Jones, a foundling<\/i>, de Henry Filding; e postumamente em 1980, do franc\u00eas, <i>L\u2019\u00cfle Myst\u00e9rieuse<\/i>, de J\u00falio Verne.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEVerne1980_83-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>79<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1970, publicou uma tradu\u00e7\u00e3o baseada em <i>O talism\u00e3<\/i>, de Walter Scott, pela Ediouro. Tamb\u00e9m publicou contos reescritos a partir de tradu\u00e7\u00f5es de Edgar Allan Poe em 1974 e 1975, que aparentemente foram escritos em um mesmo per\u00edodo e posteriormente reunidos em <i>Hist\u00f3rias Extraordin\u00e1rias de Allan Poe<\/i>, pela Ediouro, de data n\u00e3o informada.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTEPoe_85-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>81<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>No total, a obra de Clarice Lispector recebeu mais de 200 tradu\u00e7\u00f5es para mais de 10 idiomas, sendo mais de 179 tradu\u00e7\u00f5es integrais de livros e 25 de contos publicados em peri\u00f3dicos. Seus livros mais traduzidos s\u00e3o principalmente romances: <i>A Hora da Estrela<\/i>, com 22 tradu\u00e7\u00f5es; <i>A Paix\u00e3o segundo G. H.<\/i>, tamb\u00e9m com 22; <i>Perto pull off Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i>, com 18; <i>La\u00e7os de Fam\u00edlia<\/i>, com 16; e <i>Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres<\/i>, com 15.<\/p>\n<p>As tradu\u00e7\u00f5es foram iniciadas logo depois complete in\u00edcio de sua carreira liter\u00e1ria e receberam uma boa acolhida da cr\u00edtica especializada, sendo os idiomas com mais tradu\u00e7\u00e3o o espanhol, o ingl\u00eas e o franc\u00eas.<\/p>\n<p>Em 1954, seu primeiro livro a ser traduzido foi lan\u00e7ado na Fran\u00e7a: <i>Perto get Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i>, em tradu\u00e7\u00e3o de Denise-Teresa Moutonnier pela editora <i>Plon.<\/i> A tradu\u00e7\u00e3o desagradou Clarice, que enviou reclama\u00e7\u00f5es sobre erros ao editor, Pierre de Lescure, mas acabou por preferir fingir que a tradu\u00e7\u00e3o nunca existiu.<\/p>\n<p>Em 1955, veio a primeira tradu\u00e7\u00e3o para o espanhol: <i>\u00c1gua viva<\/i>, por Hayde\u00e9 Yofre para a <i>Sudamericana.<\/i> Em 1961, a primeira para o ingl\u00eas: <i>A Ma\u00e7\u00e3 no Escuro<\/i>, por Gregory Rabassa para a editora da Universidade complete Texas.<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1955Austin_89-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>85<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1963, teve sua primeira tradu\u00e7\u00e3o para o alem\u00e3o como a primeira de um de seus livros de contos: <i>La\u00e7os de Fam\u00edlia<\/i>, por Marianne Eyre, Margareta Ahlberg e Arne Lundgren, para a <i>Norstedts.<\/i> Em 1964, tamb\u00e9m para o alem\u00e3o: <i>A Ma\u00e7\u00e3 no Escuro<\/i>, por Curt Meyer-Clason para a <i>Classen.<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1964Hamburg_91-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>87<span>]<\/span><\/sup> Em 1966, duas de suas obras s\u00e3o traduzidas para o alem\u00e3o: <i>Onde estivestes de noite<\/i> por Sarita Brandt para a <i>Suhrkamp;<\/i> e o conto <i>A imita\u00e7\u00e3o da rosa<\/i> por Curt Meyer-Clason para a <i>Claassen.<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1966Hamburg_93-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>89<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1969, <i>A Paix\u00e3o segundo G. H.<\/i>, para o espanhol, por Juan Garc\u00eda Gayo para a <i>Monte Avila.<\/i> Em 1973, a primeira para o tcheco: <i>Perto reach Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i>, por P\u0159elo\u017eila Pavla Lidmilov\u00e1 para a <i>Odeon;<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1969Praha_95-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>91<span>]<\/span><\/sup> e tamb\u00e9m o primeiro livro de contos traduzido para o espanhol, <i>La\u00e7os de Fam\u00edlia<\/i>, por Hayde\u00e9 Yofre Barroso para a <i>Sudamericana.<\/i><\/p>\n<p>Em 1974, duas tradu\u00e7\u00f5es para o espanhol: <i>A Ma\u00e7\u00e3 no Escuro<\/i>, por Juan Garc\u00eda Gayo para a <i>Sudamericana;<\/i> e o conto infantil <i>O mist\u00e9rio complete coelho pensante<\/i>, por Mario Trejo para a <i>De La Flor.<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1974Buenos_Aires_97-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>93<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1975, outras duas para o espanhol: <i>Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres<\/i>, por Juan Garc\u00eda Gayo para a <i>Sudamericana;<\/i> e <i>A Via Crucis reach Corpo<\/i>, por Hayde\u00e9 Yofre Barroso para a <i>Santiago Rueda.<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1975Buenos_Aires_98-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>94<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Em 1977, ano de sua morte, tem tr\u00eas obras traduzidas: <i>A Paix\u00e3o segundo G. H.<\/i> para o ingl\u00eas, por Jack H. Tomlins para a <i>Knopf;<\/i> <i>Perto reach Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i> para espanhol, por Basilio Losada para a <i>Alfaguara;<\/i><sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector1977Madrid_100-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>96<span>]<\/span><\/sup> e o conto <i>Uma esperan\u00e7a<\/i>, de <i>Felicidade clandestina<\/i>, para o espanhol, sob o t\u00edtulo de <i>La ara\u00f1a<\/i>, por Hayde\u00e9 Yofre Barroso para a <i>Corregidor.<\/i><\/p>\n<p>Depois de sua morte, sua obra popularizou-se cada vez mais, alcan\u00e7ando um \u00e1pice na d\u00e9cada de 1980, com quase duas tradu\u00e7\u00f5es por ano, depois da qual recebeu nova tradu\u00e7\u00e3o em praticamente todo ano.<\/p>\n<p>Depois de tradu\u00e7\u00f5es por diversos tradutores para diversas editoras, editoras espec\u00edficas come\u00e7aram um processo de edi\u00e7\u00e3o criterioso de suas obras, com tradu\u00e7\u00e3o e projeto gr\u00e1ficos padronizados, dando um novo \u00e1pice de tradu\u00e7\u00e3o da obra de Clarice Lispector, iniciado na d\u00e9cada de 2000 e que ainda continua.<\/p>\n<p>Das novas tradu\u00e7\u00f5es destaca-se a s\u00e9rie liderada por Bejamin Moser para a editora brit\u00e2nica Penguin Books na d\u00e9cada de 2010, que foi iniciada com a publica\u00e7\u00e3o da biografia <i>Why this world<\/i>, em 2011, e tinha como intuito tradu\u00e7\u00f5es mais fi\u00e9is que as anteriores. O objetivo da s\u00e9rie, de acordo com Moser, que convidou outros quatro tradutores para a tarefa, \u00e9 disponibilizar ao p\u00fablico angl\u00f3fono tradu\u00e7\u00f5es mais fieis get que as anteriores, que teriam tentado corrigir certas caracter\u00edsticas da escrita da autora.<sup id=\"cite_ref-moserpublishingperspectives2011_103-0\" class=\"reference\"><span>[<\/span>99<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>A s\u00e9rie faz parte de uma outra maior dedicada \u00e0 difus\u00e3o da Literatura latina e foi publicada em 2014, contando com quatro tradu\u00e7\u00f5es: <i>Perto complete Cora\u00e7\u00e3o Selvagem<\/i>, pela tradutora australiana Alison Entrekin; <i>\u00c1gua viva<\/i>, pelo editor Stefan Tobler;<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector201456United_Kingdom_104-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>100<span>]<\/span><\/sup> <i>A Paix\u00e3o segundo G. H.<\/i>, pela poeta e acad\u00eamica Idra Novey; <i>Um Sopro de Vida<\/i>, pelo professor universit\u00e1rio brasileiro Johnny Lorenz;<sup id=\"cite_ref-FOOTNOTELispector201456United_Kingdom_104-3\" class=\"reference\"><span>[<\/span>100<span>]<\/span><\/sup> e <i>A Hora da Estrela<\/i>, por Moser.<sup id=\"cite_ref-moserpublishingperspectives2011_103-1\" class=\"reference\"><span>[<\/span>99<span>]<\/span><\/sup><\/p>\n<p>Encontra-se colabora\u00e7\u00e3o da sua autoria na revista luso-brasileira <i>Atl\u00e2ntico.<\/i><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais as vantagens de adquirir um livro Clarice Lispector online?<\/h3>\n\n\n\n<p>Geralmente, antecedendo a decis\u00e3o de escolher um livro, mais usu\u00e1rios da internet procuram no Google a palavra chave <strong>\u201cClarice Lispector\u201d<\/strong>. Provavelmente, se quer comprar pela internet, ser\u00e1 preciso s\u00f3 alguns cliques.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m destes simples passos, decidir pelo online, poder\u00e1 consultar a opini\u00e3o de outros consumidores, comprando, certamente, os livros <strong>\u201cClarice Lispector\u201d<\/strong> que tiveram melhor avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Entrega em dom\u00edcilio<\/h3>\n\n\n\n<p>A sua encomenda chega r\u00e1pido, comprando os livros do seu tema favorito, do smartphone, tablet ou computador port\u00e1til, de modo muito f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilize os beneficios do envio em casa sem precisar sair. Em pouco tempo, o pedido vai chegar diretamente em seu endere\u00e7o. A maioria dos livros que escolhemos tem taxas de entrega gratuitas. Para os romances Prime, a vantagem de ser entregue entre 24\/48 horas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hashtags associados:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desejamos que a nossa escolha tenha sido certa para voc\u00ea. Se assim foi, por gentileza, apoie-nos divulgando este artigo em suas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Livros de Clarice Lispector indicados<\/li>\n\n\n\n<li>Que livro de Clarice Lispector comprar?<\/li>\n\n\n\n<li>Melhor livro de Clarice Lispector: coment\u00e1rios e opini\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li>Livros de Clarice Lispector o melhor pre\u00e7o<\/li>\n\n\n\n<li>Livros de Clarice Lispector ebook download<\/li>\n\n\n\n<li>Livros de Clarice Lispector em oferta<\/li>\n\n\n\n<li>Livros de Clarice Lispector recomendados<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong> Outros t\u00edtulos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><ul class=\"page-generator-pro-related-links page-generator-pro-related-links-columns-2 page-generator-pro-related-links-prev-next page-generator-pro-related-links-vertical\"><li class=\"prev\">\n                            <a href=\"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/christine-king\/\" title=\"Os 3 melhores bestsellers de Christine King\">Christine King pre\u00e7os\n                            <\/a>\n                        <\/li><li class=\"next\">\n                            <a href=\"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/clarissa-pinkola-estes\/\" title=\"Os 3 imperd\u00edveis t\u00edtulos de Clarissa Pinkola Est\u00e9s de todos\">Melhor livro de Clarissa Pinkola Est\u00e9s\n                            <\/a>\n                        <\/li><\/ul><ul class=\"page-generator-pro-related-links page-generator-pro-related-links-columns-2 page-generator-pro-related-links-list-links page-generator-pro-related-links-vertical\"><li><a href=\"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/angela-davis\/\" title=\"Os mais famosos livros de Angela Davis\">Melhor livro de Angela Davis<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/joao-cabral-de-melo-neto\/\" title=\"Os melhores bestsellers de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto\">Melhor livro de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/oslivros.com\/index.php\/2023\/02\/16\/aretha-v-guedes\/\" title=\"Os 3 imperd\u00edveis livros de Aretha V. 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